Aquela que é, provavelmente, a maior feira de jogos do mundo, Essen 2006, está aí à porta. Com todas as coisinhas novas que vão, anualmente, saindo para o mercado, é para esta feira, habitualmente, que ficam reservados os grandes lançamentos.
Por isso resolvi fazer um post sobre aqueles que acho virem a ser os grandes títulos deste Outono. Pelo menos os meus títulos deste Outono. Podem, e devem, acrescentar quais seriam os vossos. A ordem de escolha dos jogos é aleatória. Ou seja, a prioridade não é relevante.
Perikles
Mais uma, espera-se, obra prima do mestre Wallace. Um jogo que combina area control/eleições, num estilo com o qual já nos convenceu em Liberté. O jogo funciona também, e após a conquista eleitoral de cada região, como um jogo de guerra, em que os exércitos das regiões dominadas, são comandados por cada um dos jogadores que as dominam.
Será uma mistura de Liberté com Struggle of Empires que se espera vir a dar muito bom resultado.
A dúvida reside no lançamento. Os atrasos de Tempus ainda não foram esquecidos e estamos todos com muito medo, embora o atraso, nestas circunstâncias, não seja muito espectável.
Leonardo da Vinci
Esta é uma das grandes novidades dete ano. Apesar de já estar à venda, ou pelo menos pré-venda, reside uma grande curiosidade em volta deste título desde há muito tempo. Desenhado por uma equipa de designers italiana, até aqui nada de especial, Leonardo da Vinci revela um objectivo de jogo muito interessante - criar invenções.
Um jogo de leilão, segundo consta, em que o objectivo passa por conseguir recursos por forma a conseguir criar esses tais inventos. E todos nós aspiramos a ser Maestro Leonardo...
Shogun
Finalmente. Quantos estariam à espera da reedição de Wallenstein?! Pois ela aí está. Uma edição com uma nova roupagem, neste caso dedicada ao ambiente do século XV do Japão, e com uma mecânica em tudo idêntica à de Wallenstein - um jogo de economia com guerra. Dirk Henn brinda-nos agora com uma edição independente de língua e livro de instruções que percorre as línguas da União Europeia.
Yspahan
A Ystari está de volta e eu estou curioso. Gosto dos jogos da Ystari. Pelo menos acho que nos merecem o respeito. Uma editora pequena, com alguns sucessos importantes - à cabeça surge Caylus - e alguns cuidados de produção.
Yspahan procura ser um jogo numa linha mais light que Caylus, num ambiente árabe com califas e mercadores, e em que as trocas comerciais servem de pretexto para conquistar a vitória. As ilustrações voltam a ser feitas por Arnaud Demaegd. E muito bem, digo eu.
Hermagor
Pronto. Sugestão do Costa. Gostei do que vi e, parece, toda a gente que já teve algum contacto com este jogo, gostou também. Emanuele Ornella, apesar de ter nome de senhora pouco púdica da década de setenta e oitenta, é um macho com algum sucesso no mercado dos spiel e, para nosso contentamento - espero eu - traz-nos um jogo de trocas comerciais numa terra perdida e distante. Toda a produção parece ser bem interessante. Vamos ver...
A Phalanx, este ano, brinda-nos com uma novidade especialmente criada para a feira de Essen. Eles até têm mais do que uma mas esta é, segundo eles, a novidade. Italia é, ao que parece, um jogo de guerra - guerra - muito bem desenhado, tal como o Dutch Revolt, um dos mais belos jogos que eu já vi. Em fotografia ;).
Não sendo um fã de jogos deste tipo, porque não sou, talvez a beleza da produção e também a mecânica, tão apreciada por todos, me possam convencer.
Como última referência voltamos à Phalanx. Mais um título sobre tribos índias da América Central, a última experiência que tive neste domínio não foi a mais agradável (vide Bison) mas enfim. Não só por isso, mas também, por ser o novo lançamento de Klaus-Jürgen Wrede, parece que o moço merece uma chance. Para além de, segundo sei, este jogo não ser exactamente sobre índios mas sim sobre exploradores que vão descobrir os restos das coisas que os índios destas tribos deixaram no século XIII.


3 comentário(s):
Vamos lá ver se as renas aguentam! :)
A Feira de Essen mais do que um evento cultural é uma instituição de promoção, não só das muitas produtoras, mas também da própria indústria. Para este ano esperam-se muitas novidades e muitos títulos de qualidade enchem já as espectativas de todos os geeks por esse mundo fora. Eu não sou excepção... ao longo destes últimos dias tenho espiolhado os muitos lançamentos para chegar a uma lista de 8 títulos, a saber:
1-Leonardo da Vinci (Acchittocca / Mayfair Games, Abacus, daVinci)
2-Yspahan (Sébastien Pauchon / Ystari Games)
3-Hermagor (Emanuele Ornella / Rio Grande Games, Mind the Move, Quined Games, White Goblin Games)
4-Perikles (Martin Wallace / Esdevium, Fantasy Flight Games)
5-Taluva (Marcel-André Casasola Merkle / Hans Im Gluck)
6-Imperial (Mac Gerdts / Eggert-Spiele)
7-Silk Road (Bruno Faidutti, Ted Cheatham / Z-Man Games)
8-Gloria Mundi (James Ernest, Mike Selinker / Rio Grande Games)
Talvez me escapem jogos, mas estes 8 já me deixariam bem feliz...
Vou estar, obviamente, atento à Hans im Gluck.
O Taluva não conheço.
O Silk Road parece-me bem. Já lhe tinha piscado o olho mas, entretanto, escapou-se-me. Gostei do reminder.
O Imperial desinteressei-me e
o Gloria Mundi não puxa carroça. Literalmente.
Paulo
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