After the Flood (US$60)Este não é o primeiro por ser "o primeiro". Não. É o primeiro porque algum teria de ser. Um de dois títulos de Wallace a apresentar na feira deste ano. Uma realização Treefrog para 3 jogadores. A ideia é construir um império decente na Suméria. Um jogo de competência económica, gestão eficiente de recursos e de acções e também algum confronto directo. Mesmo sem olharmos atentamente para as regras percebemos que estamos na presença de um jogo com algum potencial. Mas há um problema. Ou uma dificuldade acrescida. Estamos a falar de um jogo para 3 jogadores. Não é 2/3 ou 1/3, não. É para 3 jogadores. Não sabemos se irá resultar. Olhando para as regras, não se pode perceber. Tendo sido, e acredito que foi, bem testado, teremos um bom jogo. Completo, denso, civilizacional, apertado e temático. Enfim, a la Wallace.Nível de expectativa: Elevado
Steel Driver (US$60)Este é o segundo título da família Treefrog para a Essen deste ano. Um jogo de comboios nos EUA. Investimentos de companhias ferroviárias, construções de linhas, alteração de posse das companhias, acções, rendimentos e, no final, ganha o tyccon mais poderoso. Diria que estamos na presença de um family game plus. Ou seja, um jogo de família com alguma exigência e que, em algumas circunstâncias, poderá ser usado (e abusado) por newbies. Parece-me uma boa opção para os dias de chuva em que a exigência mental não se pretende elevada. Vejam as regras em português aqui.Nível de expectativa: Baixo
The Princes of Machu Picchu (39€)Este é já um velho conhecido. O primeiro jogo de Mac Gerdts sem rondel. Uma estreia para Essen 2008. Um jogo denso, com uma curva de aprendizagem elevada, muito bem testado (claro!) cheio de nuances e com caminhos diferentes para a vitória. Todos os jogadores têm na produção de recursos um objectivo para conseguir angariar virgens e padres para a sua causa e conquistar cartas de pontuação. Mas os espanhóis podem descobrir o segredo de Machu Picchu e tudo irá por água abaixo. Só vencerá quem mais ouro entregar aos terríveis espanhóis. A preview completa aqui. Em português.
Nível de expectativa: Elevado
Le Havre (43€)
O senhor Agricola apresenta-nos outro título em Essen. Le Havre é, por causa de Agricola, o título mais aguardado da feira. Com uma inédita edição em "australiano" o número de encomendas é já um sucesso. E ainda bem. Veremos se o hype é justificado ou se estamos na presença de um flop. As regras mostram um jogo de alta complexidade, difícil aprendizagem e algo longo. O tema explora o comércio e transformação de bens num dos portos mais significativos de França - Le Havre. O mecanismo de harvest e feeding é mantido (o filão ainda está a menos de meio, direi eu!) a construção de edifícios e a compra e venda de produtos resultam num jogo mais comercial que Agricola. As comparações são inevitáveis mas não deverão ser injustas. Le Havre parece um jogo com um tema bem mais apelativo e, espero eu, mais rejogável. O tempo de jogo é que pode assustar alguns jogadores menos corajosos - 60 minutos por jogador na versão completa. Um dos maiores problemas pode ser o downtime. Cuidado com ele!Nível de expectativa: Elevado
Cavum (39€)
Com um jogo do Wolfgang Kramer não se brinca. É um senhor, dirão alguns. Agora, se juntarem a Kramer, o Michael Kiesling, então, teremos a combinação de El Grande. Sempre que ambos se juntam espera-se um El Grande. Pois. A verdade é que isso não tem acontecido. Bison foi uma decepção para muitos, inclusivé para mim. E, na verdade, não parece que vá acontecer o golpe de asa pós El Grande. Não, pelo menos, com este Cavum. É um jogo de exploração de minérios (pedras preciosas pare ser mais preciso). Tem a arte de Mike Doyle, a publicação internacional em várias línguas da QWG e, espera-se, seja um grande sucesso. O jogo tem um mecanismo relativamente simples de construção de túneis, prospecção de pedras e venda. Associado a isto tem ainda uma fase de leilão. Um jogo de complexidade média, um eurogame por excelência.
Nível de expectativa: Baixo
Sylla (36€)
Com a Ystari é bom ter sempre o olho aberto. Os jogos costumam ser bons. O único que não presta, e digo-o com alguma pontinha de mágoa, é o Amyitis. Este Sylla mostra-nos, uma vez mais, o universo romano com as facadinhas e as intrigas por detrás. Alguns leilões, ou votos pelas eleições, compras de edifícios, pedidos de ajuda a algumas figuras do senado e lidar com alguns eventos negativos é aquilo que Sylla nos pede. Se formos os mais competentes seremos eleitos os governadores de Roma e, claro, venceremos o jogo.
Parece ser um jogo, claramente, na linha dos jogos da Ystari, com um produção boa e ilustrações fantásticas (uma vez mais Arnaud Demaegd a brindar-nos com esta obra) um tema colado e alguma, não muita, rejogabilidade. De sublinhar ainda o facto de haver uma edição especial limitada com um conjunto de moedas de metal.
Nível de expectativa: Médio
Krakow 1325 AD (35€)
Aqui está um joguinho especial. Diferente. O autor estreia-se nestas andanças - Peter Struijf - e atira-nos um jogo comédia que tem o objectivo de divertir com estratégia. Um formato de sueca, o jogo joga-se em pares de 2 jogadores, ou seja, só se pode jogar a 4. Formam-se equipas mas, no final só um jogador é que vence graças a uma particularidade secreta que o protege durante todo o jogo. A ideia é curiosa e fará com que nós joguemos contra nós próprios para vencermos ou impedirmos alguém de vencer. Um paradoxo que eu não queria deixar de sublinhar e que pode trazer alguma inovação. Joga-se o futuro de Cracóvia e as influências que emergem no reino da Polónia. Um area control a ter em conta.
Nível de expectativa: Elevado
Rice Wars (40€)
E voltando aos polacos, não de tema mas de origem, para falar das guerras de arroz. Rice wars é feito por uma companhia polaca mas o tema é japonês. Um jogo de economia cujo objectivo é tornar-se o Daymio - o líder da nobreza japonesa. Muito estranho o tema, com guerras de fome e conflitos territoriais. Na verdade este é um jogo apontado como tendo alguns defeitos óbvios de tempo de jogo e downtime mas, ao contrário, eu acredito que podemos ter aqui algo jogável e diferente. Gosto de aproveitar o surgimento de outros mercados e, o facto de estar a ser publicado um jogo polaco é, para mim, um evento à parte. Rice Wars pode não ser grande coisa mas estarei atento.
Nível de expectativa: Baixo
Middle Kingdom (US$15)
O senhor autor do Race for the Galaxy volta em força com mais um card game. O homem está com um IBOPE (perdoem-me o brasileirismo mas assim fica mais charmoso) impressionante. Vejam lá que até aparece antes do título do jogo, numa clara alusão às estrelas de cinema à séria: "Tom Lehmann's Middle Kingdom", é assim que reza a história! Como se fosse um director's cut de um jogo da década de 70. Espectacular. Mas o joguinho não deverá ser mau. Tem um tema mais interessante que aquele que nos trouxe em Race for the Galaxy e, assim parece, um grau de ligação real ao tema mais vincado. Não muito, mas mais vincado. Tem uma componente de leilão que o fará diferente e, provavelmente, afastará alguns fãs. Eu, não sendo grande apoiante de Race for the Galaxy, aposto neste Middle Kingdom. Gosto da China. E a competência do homem não estará posta em causa apesar dos meus gostos pessoais. O joguinho há-de ser bom, apesar de mim. E as regras especiais para dois jogadores mostram algum trabalho em fazê-lo jogável nesse formato. É sempre difícil fazer jogável um jogo de leilão só com dois jogadores.
Nível de expectativa: Baixo
Dominion (US$44,95)
E eu que até nem gosto de jogos de cartas (por definição). Dominion parece ser um jogo diferente. Num registo a fazer lembrar o Magic. O objectivo é jogar para um baralho nosso e tentar, no final, ficar com o mais poderoso e mais fantástico e o mais tudo no nosso baralho. Eu gosto de tabuleiros. Tabuleiros e caixas. Quando me metem um jogo só com cartas fico logo desconfiado. Quando me falam em Magic ainda pior. Mas depois vem o estímulo da ideia. Epá. Até pode resultar. Eu tenho algumas opções e, aquilo que eu fizer vai formar o "meu" baralho. Deve ser o sentimento de posse que me reforça o apelo. Vamos ver. Sobre o tema... bem. É indiferente, parece-me. Mas tem a ver com reinos e com herdeiros de tronos. O preço pelas 500 cartas é que é um bocadinho abusado!
Nível de expectativa: Médio
Heads of State (40€)
Tal como se sabe, este ano, a Eggert Spiele não irá publicar o jogo do Mac Gerdts. Mas alguma coisa se há-de arranjar, pensou o senhor Eggert. E fez bem. Este Heads of State, também publicado pela, quase infalível, Z-Man, poderá vir a ser uma agradável surpresa. Muito bem produzido, com componentes de alta qualidade e a valerem cada tostão que por ele se paga. Quanto ao jogo ainda será difícil dizer alguma coisa mas, espera-se, será um belíssimo jogo de intriga política com muito nobres e com poderes especiais para cada nação envolvida. A dúvida permanece na qualidade que terá um jogo que vive de alguma (muita?!) surpresa como seja o aprecimento da carta de revolução (fazendo terminar o jogo abruptamente) ou com a forte utilização de "treachery cards", trazendo sempre algum factor aleatório e incontrolável ao jogo. Eu arrisco um bocado a metê-lo na bagagem mas, confesso, não consigo resistir a uma revolução e a uma guilhotina. Haverá alguém que consiga?!
Nível de expectativa: Médio
Duck Dealer (Preço não disponível - mas costuma ser obsceno!)
Este vai para a mala porque é o novo da Splotter Spellen. Pronto. Não há nenhuma razão especialmente válida ou racional para que isto aconteça a não ser esta. Bem sei que não deveria ser assim mas, não consigo deter-me.
Este jogo de patinhos envolve uma atmosfera menos infantil que aquela que possamos imaginar. Estamos a falar de um ambiente futurista em que, aparentemente, conseguir melhorar a nossa nave, aumentar o espaço de carga e ser mais esperto que os nossos adversários fará parte do jogo. Debaixo d'olho teria de estar. A caixa será do tamanho do Indonésia e não da Indonésia, como costume. É bom porque permite voar com aquilo de Essen para cá.
Nível de expectativa: Médio
Cá está. Uma dúzia de jogos depois e ainda vou ter de arranjar outra mala. Pode ser que alguém me empreste uma. Se acontecer, para a semana cá estarão mais alguns, se não, temos pena. Doze por doze que sejam estes.
Postado por soledade por volta da(s) 09:20 16 comentário(s)
Box Farts: Essen 2008
Com Essen na agenda, a comitiva SpielPortugal prepara os rascunhos e as cábulas e faz contas ao peso das bagagens a ver se cabe tudo aquilo que se quer trazer da Alemanha. Não que este ano seja para já um ano muito promissor, mas há sempre boas oportunidades para fazer boas compras.
Dos muitos jogos que temos vindo avidamente a estudar e la er, existem alguns que surgem na nossa linha da frente e destes destacamos dois: Sylla e Confucius. O primeiro trata-se da nova aposta da Ystari. Segundo a editora francesa, Sylla será um jogo verdadeiramente diferente e surpreendente. Vamos ter de novo um jogo passado na Antiga Roma com mecanismos de worker placement, mas desta vez, e segundo o autor Dominique Ehrhard, num estilo refrescante e inovador. A ver vamos... mas a nossa expectativa é grande ou não fosse a Ystari uma companhia capaz de nos surpreender.
Regressando à temática da Dinastia Ming, Confucius revela ser um area control com um sistema de alocação de pontos, que tem reunido em seu redor um grande leque de fans e que promete ser uma das grandes novidades de Essen. Desenhado por Alan Paul, este jogo tem a chancela da JKLM que não costuma ser muito brilhante quando falamos de produção.
Para além de Sylla e Confucius os elementos do SpielPortugal têm discutido e esperam com alguma ansiedade por mais novidades relacionadas com uns tantos jogos como:
Temos um wallace dentro da sua nova linha Treefrog. Um Civ Económico de um autor desconhecido. O novo design do autor de Agricola estará obviamente sob intensa pressão. Depois de Notre Dame e In the Year of the Dragon, Feld muda o estilo e apresenta-nos um jogo de dedução na linha de Mystery in the Abbey. O autor de Axis&Allies junta-sea um homem da Cheapass. Finalmente, e depois do sucesso dos checos, são agora os polacos que querem surpreender o mundo com este area control medieval.
- After the Flood de Martin Wallace
- Constantinopolis de Giancarlo Fioretti
- Le Havre de Uwe Rosenberg
- The name of the Rose de Stefan Feld
- Veritas de James Ernest e Mike Selinker
- e Rice Wars de Maciej Zasowski, Mychal Stachyra e Wojciech Rzadek
Muitos mais mais jogos estão em observação, basta ir ao BGG e observar as nossas wishlists, mas estes são, para já, os mais interessantes.
Finalmente fica aqui a referência para um jogo que nos é muito querido, porque temos acompanhado a sua evolução ao longo destes meses, após sucessivos playtests. Falamos claro, de Princes of Machu Picchu, a nova criação de Mac Gerdts, o seu primeiro jogo sem rondel
Postado por Costa por volta da(s) 20:15 13 comentário(s)
Box Farts: Essen 2008
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