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11/10/2010

TOP 5 - Coisas à parte

1- Encomendas. Quem é que não gosta de receber encomendas postais? Eu tenho procurado escrever ainda e sempre uma ou outra carta e alguns postais, sobretudo quando em férias. Encerram mais do que palavras, dizem mais do que aquilo que escrevemos. Receber uma caixa, cintada com fita adesiva e ataviada com dísticos e endereços estrangeiros é ainda mais maravilhoso!
2- Celofane. Chego a demorar dias a retirar o celofane, como se receasse que ao fazê-lo irá fugir para sempre parte da magia que cada caixa de jogo sempre transporta…
3- Cartão prensado. Retiramos “tiles”, moedas, mini tabuleiros… E sobram grelhas de cartão duro, mais ou menos disformes. Imagino a prensa a descer, uma outra máquina a cortar, alguém a encaixotar sonhos!
4- Brochura de regras. Cheiram a tinta, formato mais pequeno ou maior, mais ou menos coloridas. São, de há uns anos a esta parte, uma nova leitura de casa de banho. Tenho algumas em alemão e não deixam de ser lindas!
5- Sacos de pano. Embora bem mais pequenos, lembram-me os “taleigos” que a minha mãe me mandava levar ao moinho com milho e trazer com farinha. E a saca de pão pendurada na porta, bem cedo pela manhã. Talvez por isso goste tanto de sacos de pano. Tê-los nos jogos é, por mais idiota que pareça, um retoque de ternura.

06/08/2010

Top 5 - Temas improváveis


Prefiro a designação “imaginário” a “tema” e este top é capaz de ajudar a perceber porquê.

Já todos teremos sonhado criar um jogo e é natural que o primeiro pensamento ocorrido se relacione com uma determinada época, história ou ambiente que gostaríamos de poder “viver” num jogo.

Pois este top é sobre aqueles imaginários que eu, por uma razão ou por outra, dificilmente casaria com um jogo de tabuleiro.

Não se trata de nomear aversões a temas mas sim de escolher aqueles jogos que, de entre os mais conhecidos, jogados ou não, se apresentam com um imaginário para mim pouco provável.
1 – Carson City. O velho far-west é um imaginário tão forte, tão formatado por filmes e banda desenhada, que eu nunca o poria num tabuleiro!
2 – Dungeon Lords. Um jogo sobre masmorras e o fantasioso mundo que, pelos vistos, é possível associar-lhes, não lembra a ninguém. Ou melhor, não me lembraria a mim.
3 – Mr. Jack. Mito ou realidade, a verdade é que parece que estas temáticas colhem muitos adeptos. Mas eu, se me tentar imaginar naquele cenário, não sinto qualquer afinidade ou entusiasmo.
4 – Reef Encounter. Corais! Peixinhos! Algas e águas límpidas?! E depois? O jogo pode até ser bom, mas o tema nem em filmes ou livros…
5 – Fresco. Até se joga e até me consigo pensar naqueles ambientes medievais ou renascentistas. Pôr isso num jogo de tabuleiro como tema, “tout court”, é que é pedir muito…

18/06/2010

TOP 5 - De volta às origens

Quase 37 anos depois, estou a poucas horas de apanhar o vôo que me vai fazer regressar ao continente que me viu nascer, África. Uma viagem de alguns dias servirão para reencontrar o que resta de uma família separada pelo tempo, para visitar a famosa "Wizards Books & Games" na Cidade do Cabo, e claro, ir ao Green Point Stadium na 2ª Feira e torcer pela nossa selecção no jogo contra a Coreia. Assim, e porque hoje é 6ªFeira, cá vai o meu Top com os meus 5 jogos preferidos, cuja acção se desenrola nesse belo continente - África!
1 - AMUN-RE - Continua a ser uma das mais conceituadas obras do génio matemático, Reiner Knizia. Um jogo que introduziu um mecanismo de leilões original e curioso, entretanto reutilizado vezes sem conta, por outros autores para outros jogos, como é o caso de "League of Six". Construir pirâmides, desenvolver a agricultura e fazer oferendas aos deuses são as notas temáticas deste jogo, cuja abstracção tão típica do autor, vagamente consegue transpor para um jogo com tensão, interacção e emoção. Infelizmente, este jogo só mostra a sua raça e qualidade, quando jogado na formação máxima, 5 jogadores.;
2 - SANTIAGO - Mais um jogo de leilões, colado à ideia da agricultura e com escudos à mistura. Já referenciado noutros tops, este é um daqueles jogos que são obrigatórios na colecção de qualquer gamer. Um jogo que apela e interessa ao jogador casual, mas que também oferece satisfação aos mais habituados a isto dos jogos de tabuleiro. Tal como no jogo anterior, é com 5 participantes que este jogo mais brilha;
3 - JAMBO - É um jogo de cartas para apenas 2 jogadores, onde cada um dos intervenientes encarna o papel de um mercador que procura ter mais sucesso que o seu adversário na venda de produtos. Para isso conta com a ajuda preciosa de um deck que cartas, com poderosos combos, que farão a diferença na altura de se jogar. Rápido e divertido, "Jambo", é uma boa experiência de jogo, que apela mais a gamers do que a non-gamers.
4 - YSPAHAN - Este venceu-me pelo cansaço. Recordo que no início não gostei deste jogo, mas com o tempo aprendi a apanhar-lhe as manhas e aos poucos foi crescendo na minha lista. Um desenho produzido pela francesa Ystari, trás um toque requintado a um jogo cuja temática passa pela construção de casas e comércio com caravanas de camelos, por via de lançamento de dados, muitos dados...
5 - THROUGH THE DESERT - Terminamos o top com um peso leve do Dr. Knizia. Um jogo fácil, muito fácil. E simples, muito simples. Abstracto como só Knizia consegue ser, procuramos fazer carreirinhas com camelos em tons pastel que quase apetece meter na boca.
Para finalizar, deixo aqui os desejos públicos de que a nossa galera se porte bem no dia 21 contra os coreanos :)

24/05/2010

TOP 5 - Inovação 2009

Este é um top 5 de inovação. Vamos inventar e dizer que estamos na semana mundial da inovação ou então vamos simplesmente dizer que hoje é o dia nacional da inovação (também é inventado). Depois do plano tecnológico ter criado 400 mil novos empregos, conforme anunciado, o plano ludófilo também criou uns 400 mil novos jogos em 2009 e, não todos mas alguns, com sublinháveis novidades em termos de design.
Este top não é para ser lido de cima para baixo ou da esquerda para a direita. A ordem apresentada é indiferente. Também fica aqui a mensagem subliminar (supondo que estamos no dia europeu do subliminar) das escolhas mais relevantes nesta categoria para Jogo do Ano. A inovação é algo que devemos sempre reconhecer, sobretudo no mundo dos jogos em que milhares de títulos vão aparecendo por ano (muitos sem qualquer tipo de relevância) e, por isso, os mais esquisitos e especiais devem ser apreciados com outro propósito. Cá vai a minha humilde "homage".
1. Automobile - este jogo, embora muitos lhe possam encontrar defeitos (fácil mas injusto), tem na sua génese, ou melhor, na forma de o jogar e na sensação que dá, ímpar originalidade. Não parece porque não vemos nada de realmente novo quando lhe pegamos. Não acrescenta nenhuma mecânica verdadeiramente original, aparentemente. Mas, como eu gosto de dizer, Automobile é um jogo que eu nunca vou conseguir substituir. Não sendo um prodígio de jogo quando nos referimos a equilibrios de, quer de estratégias, quer de número de jogadores envolvidos (é um jogo muito mais interessante a 4 ou mesmo 5 que a 3) não deixa de ser o Automobile. E aqui, a originalidade que eu sinto é a seguinte: posso passar anos e anos a jogar tudo e mais alguma coisa. Posso ter mil jogos na minha colecção mas, o Automobile é o jogo que eu, quando me apetece jogar aquele tipo de jogo, tenho de chamar. Porque é a definição daquele tipo de jogo. Não há nenhum que o substitua. Portanto, cinco estrelas em inovação. O Automobile entra na categoria de jogos Automobile.
2. Dungeon Lords - Este é um caso em que, na minha opinião, o jogo nem é assim tão bom quanto isso. Acho-o até, por vezes, fraquinho pela falta de interacção que tem (se lhe quisermos retirar a mecânica da escolha de acções). É um jogo original pelo tema (jogamos pelos maus) e pelo facto de ter, também, uma sensação única quando o jogamos. Podemos comparar a outros jogos em que há uma força externa que nos tenta aniquilar e nós temos de nos defender mas, a forma como o jogo nos desarma na estratégia séria que é suposto termos, torna-o diferente. Não é jogo que me estimule muito a jogar, até porque é, como eu gosto de dizer, barulhento (sobretudo o tabuleiro) mas, acho-o bem feitinho para o destino a que se propôs.
3. God's Playground - muitos acharão que o Sr. Wallace está sempre a mais nestas listas em que, provavelmente, há um excesso de fanzocas por detrás destes textos. É verdade que sou fã. É verdade que não há listas que faça em que ele não esteja presente mas, a culpa é mais dele que minha. Ainda por cima, não gosto deste jogo. Acho God's Playground um dos mais originais jogos que já joguei. Mas acho-o quase um exercício de autor, uma coisa quase académica em que Wallace tentou escrever a história de um País de forma complexa, relevante mas, ao mesmo tempo, demasiado parametrizada e com regras a mais. Um jogo que eu dispenso no seu todo mas que tem ideias muito boas e que também serve o seu propósito.
4. Greed Incorporated - pegando no tema da economia mundial e na trafulhice constante da gestão empresarial, pública ou privada, os senhores Splotter fizeram um jogo com CEO's, CFO's e... cargos importantes para empresas.
As ideias são boas. O motor económico do jogo é mais do mesmo. Tirando o facto das cartas serem jogadas daquela forma e usando os trunfos dos gestores como solução, este motor já foi visto em R&B e Duck Dealer. Mas na forma como os jogadores arranjam dinheiro e na forma como as empresas se gerem, com a promiscuidade com que se gerem, a coisa fica muito divertida e original. Pena é que, para mim, o jogo tenha um desenvolvimento e uma forma de ser ganho tão desinteressante e tão previsível, podendo deixar o melhor jogador para trás e trazendo para a liderança aquele que jogue de forma mais manhosa. Uma pena.
5. Last Train to Wensleydale - uma vez mais um jogo de Martin Wallace. Não consigo evitar. Mas como é que um jogo que tem comboios, entrega de produtos e leilão pode ser um jogo original? Pois. Na verdade é um jogo mesmo muito original porque, apesar de ter tudo isso, tem isso tudo de forma diferente. O leilão é para um objectivo diferente, a entrega de produtos é diferente e, sobretudo e mais que tudo, a construção de linha é diferente. Aqui está mais um jogo que não é substituível. Por muitas voltas que se dêem, não encontramos nada assim. Martin Waalace, é verdade, é o maior designer actual na minha opinião.
Jogos que ficam de fora e que merecem uma menção honrosa são, entre outros, mais um Wallace - Rise of Empires, com a sua escolha de acções das eras A e B. Campaign Manager, com a construção do baralho e a luta pelas eleições num dos melhores jogos de 2 jogadores qe conheço. Vasco da Gama com a escolha de acções numeradas e com a navegação. Power Struggle, também com a sensação única de jogo e com resultados, na minha opinião, brilhantes.
Foi um ano muito bom em termos, quer de inovação, quer de resultados finais. Alguns jogos excepcionais, muitos jogos bons, imensos jogos merdosos, como sempre.

15/04/2010

Top 5 - Projetos para o futuro



Há certos aspetos no mundo dos jogos de tabuleiro que ainda não tive o prazer de experimentar. Vou tentar expor aqui alguns que não queria deixar de realçar. Sendo assim, vamos lá começar...

1 - UK Games Expo - Este é um dos grandes eventos da Europa. Junho. Inglaterra. Nem me parece complicado convencer a cara-metade a ir. Ok, não é perto de Londres, mas é um princípio. Vamos lá ver se consigo convencer mais malta. Até pode ser interessante para espiar a organização, não que precisemos, a LeiriaCon não lhe fica atrás, certamente.

2 - World Boardgaming Championships - Continuando na onda das convenções. Uma das maiores do Mundo. Muita gente. Uma semana nos EUA a jogar aquilo que mais gosto. Twilight Struggle, Hannibal, Paths of Glory. Quando é que tenho que deixar de me babar? QUERO. Este pode demorar mais a concretizar que o ponto anterior, mas o meu desejo de ir a um Con em terras de Obama é grande. Podia também incluir aqui a BGG.Con, mas a escolher apenas uma seria esta, WBC.

3 - 24 Horas de Twilight Struggle. É um projeto. 24 Horas seguidas a jogar este jogo. Já há muito que não tenho dúvidas que este é o meu jogo. Todos os outros parecem insignificantes junto dele. Até já me lembrei de, não podendo atribuir-lhe a nota 11 no BGG, baixar todos os outros 2 valores, ou seja, o TS com 10 e o segundo jogo mais perto teria um 8, tal a distância. Quem sabe um dia.

4 - Criar um jogo. Acho que NÃO tenho cabeça, disponibilidade, engenho, vontade, paciência, e outras tantas qualidades/características para ter sucesso nesta empreitada. Mas é algo que não quero deixar passar. Não sou daqueles que se incomoda de fazer playtest e até gosto de dar dicas. Agora iniciar um projeto? Acho que não vou lá.

5 - Acordo Ortográfico - Ok, tem pouco a ver com os jogos de tabuleiro, é um fato. Mas é um dos grandes projetos que tenho. Aprender a escrever assim? NUNCA. Isto do acordo irrita-me... MUITO.

09/04/2010

TOP 5 - Jogos que ainda não joguei


Um TOP deve reflectir uma opinião minimamente fundamentada, quanto mais não seja numa apreciação mais emocional do que racional. Não é o caso deste. Este TOP é sobre aqueles nomes que ficam na retina quando lemos críticas ou olhamos listas de jogos e que, por uma razão ou por outra, ainda não tivemos oportunidade de jogar. Este TOP é sobre desejos, sobre “feelings”, sobre “cheiro”. É sobretudo sobre imaginários, porque é o imaginário de um jogo o que à partida me atrai ou não. Claro que há um mês atrás este top seria diferente. E daqui a um mês idem, dado o esforço titânico que os meus parceiros de joga têm feito para me industriar nos tais nomes que, de todo, não podem estar neste top… 


  Indonesia – Um outro Puerto Rico!? Uma caixa a fazer lembrar o efeito dos velhos Lotus (pretos com a publicidade JPS a dourado) dos anos 80 na Fórmula 1! O preço upa, upa. Um tabuleiro que, dizem, quase estraga tudo… 

  Die Macher – O nome lembra logo aqueles míticos jogadores da Alemanha dos futebóis, Rummenigge, Hoeness, Briegel (sim, eu sou do tempo destes tanques). O tema pode até nem ser da minha especial predilecção à primeira cheirada, mas depois a malta fala daquilo como se de um bom rancho se tratasse e abre-se-me o apetite…

  Shogun – Tardes de Domingo (ou seria um dia à noite?) em frente ao pequeno televisor a ver o Richard Chamberlain no Japão feudal… Este até lá está no armário (o jogo, não o tipo). Já estendi o tabuleiro e montei a torre por onde passará parte da decisão das batalhas. A minha mulher diz que faz um arrozinho para acompanhar, mas jogar não! 

  Twilight Struggle – O sr. Ferreira tinha algumas reticências em aceitar-me no Spiel, precisamente por eu nunca ter jogado isto. Depois pensou que eu daria mais uma bela vítima indefesa e lá deu o seu sim…

  Santiago – É um exemplo dos nomes menos pretensiosos. É um daqueles jogos que aparenta frescura. Cheira a Verão. Depois de jogá-lo não sei, mas agora dá vontade de ir já comprar umas passagens para Cabo Verde…

16/03/2010

TOP 5 - Jogos que se jogam a torto e a direito


Não é qualquer jogo que salta para a mesa enquanto não chega a comida ou por altura de pedir o café. Não é qualquer jogo que agrada à primeira quando jogado assim, num repente, com os colegas de trabalho à hora de almoço. Este é um top desses jogos.

Pickomino – Divertido, prático e fácil de explicar. São características que com certeza este tipo de jogos terá que ter. Mas com os dados a rolar na toalha e os vermes nas peças de dominó a saltarem de pilha para pilha, este é seguramente um vencedor.

6 nimmt – A certeza de alguém se “lixar” mais tarde ou mais cedo é algo bem divertido. Obriga a desviar um pouco os pratos mas nada de mais…

Coloretto –Também precisa de um pouco de espaço na mesa, mas introduz um pouco de tensão na hora de decidir por recolher uma das colunas ou por continuar a biscar e colocar uma carta. As “bocas” são constantes e o salutar disparate é certo.

Mamma Mia! – Há uma altura em que ninguém sabe já muito bem às quantas anda e na hora de casar pedidos e ingredientes é garantido que a malta se vai rir com o resultado da barafunda!

Dixit – Não é tão prático quanto os restantes, mas é seguramente mais poético. Ou não! É que haverá sempre sentenças aparentemente absurdas e explicações bem delirantes! E o dono do jogo arrisca-se a ficar com as belas cartas untadas ou salpicadas. Claro que os coelhinhos também ajudam à festa pois, de salto em salto ou deitados na relva, dão jeito para algumas tiradas recorrentes mas sempre bem dispostas.
Este TOP resulta de aturadas sessões de estudo realizadas ao longo dos ultimos meses, à hora do almoço...

03/03/2010

TOP 5 - As minhas caixas

E porque os olhos também comem, as ilustrações dos jogos de tabuleiro são, para mim, um dos mais importantes factores de sucesso. Quer dizer, eu não sou bem exemplo de nada porque compro tudo mas, a bem dizer, o que eu queria mesmo, era comprar menos jogos e dedicar-me a escolher pelas ilustrações. Facto provado da importância das ilustrações e da imagem é a escolha de determinado produto - estou mesmo a falar de coisas de supemercado - baseado na apresentação. Nisso, o rótulo é fundamental. Ora, o rótulo dos jogos de tabuleiro, é a ilustração da caixa. A ilustração da caixa apaixona-nos de início, deixa-nos antever um mundo de sonho, realça algo que gostamos ou sublinha algo que detestamos. A certeza é que ninguém que gosta de jogos fica indiferente à ilustração de uma caixa. Este é o regresso do top 5 com os meus rótulos favoritos de 2009.
#1 Endeavour - Eu nem gosto assim tanto do jogo, acho-o bom mas nada de especial. Digamos que, em termos de jogabilidade, não acrescentou nada à minha vida. Falando da caixa, aí já é outra coisa. É muito bonita e apetece meter às costas. Simula uma daquelas malas de viagens com mapas de tesouro lá dentro. O tipo de cabedal castanho com as fivelas tortas e usadas dá-lhe a substância romântica que precisa. Nota 10!
#2 Maria - Aqui já o jogo é também ele soberbo. É natural que se misturem um bocado as coisas e que nós tendencialmente gostemos de caixas de jogos que gostamos. Admito que sim mas, neste caso, antes de eu gostar do jogo já me tinha enamorado da caixa. É muito bonita. E confesso que tenho um fraquinho pela palavra Maria... A imagem sóbria e real de uma figura histórica.
#3 Tammany Hall - Originalmente este jogo não foi publicado em 2009 mas esta edição é que conta. É verdadeiramente espectacular esta ilustração, muitos, muitos quilómetros à frente do jogo que, diga-se, na minha opinião,é muito fraquinho. O homem do charuto com o milhão no bolso, o poder de quem comanda e gere todos estes "gangs of new york", as cores de fogo... Peter Dennis no seu melhor.
#4 God's Playground - Nunca joguei este peso pesado de Martin Wallace. Ainda raspei nele na LeiriaCon 2009 mas não consegui jogar, depois de ter ouvido a explicação das regras por mais de 20 minutos!!! Este é só mais um exemplo do trabalho de Peter Dennis, para mim um dos melhor ilustradores do mercado (nota-se). Ele faz coisas verdadeiramente fantásticas. Waterloo também poderia estar nesta lista.
#5 A Most Dangerous Time - Japan in Chaos - Claro que também nunca joguei este mas a caixa é fabulosa. Minimalista com uns tons muito pastel e sem nada em demasia é a imagem perfeita do "less is more" e passa uma sensação muito nipónica de corpo e mente muito certinhos. Tudo o que é sobre o Japão interessa-me. Até de sushi eu gosto! Este jogo é um daqueles multiplayer wargames que duram o tempo necessário.

10/12/2009

UNICEF & Tratado de Kyoto

Desculpem-me se parecer demasiado ‘activista’. Não o sou, nunca o fui e nunca o serei. São apenas pensamentos meus. A 11 de Dezembro de 1946 foi criada a UNICEF e a 11 de Dezembro de 1997 foi assinado o tratado de Kyoto por 150 nações. Este não será, propriamente, um Top 5 sobre jogos. Será antes sobre estas duas ‘coisas’ e ‘outras’. Da 1ª quase ninguém se recorda mas a 2ª anda agora nas notícias devido à tal Cimeira de Copenhaga. Serão as duas importantes? Para mim, sim e não. Aqui vai sem qualquer ordem:
Agricola – Belíssimo jogo, vencedor do prémio de Melhor Jogo do Ano do SpielPortugal em 2008. Seria bom que todos as famílias que não podem fazer da sua vida outra coisa pudessem ter uma bela quinta com tudo para criarem sem problemas os seus filhos. Eu gostaria de viver assim. É incrível que neste mundo, em pleno século XXI, morram diariamente tantas crianças por não terem aquilo que deveriam ter: comida e outras coisas
Vertigo – Um velhote e simpático jogo sobre poluição. Neste jogo se poluírmos o mundo de forma irreversível todos perdemos. É, o jogo reflecte bem a realidade. Mas eu não sou um activista do ambiente – mas faço separação de lixos -, nem sequer acredito no efeito de estufa devido às emissões de CO2 ... são antes os ciclos solares. E agora discutem-se quotas de emissões desse gás. Pois, tu estás a começar, mas já não podes emitir mais ... lixa-te, eu desenvolvi-me antes de ti, por isso agora respira o meu CO2. E além disso: ouve, eu já enchi a minha fossa de CO2, alugas-me a tua sanita?
Brinquedos/jogos para crianças – O BGG está cheio disto. Eu, enquanto criança, e agora adulto, nunca me pude queixar da falta de brinquedos e de jogos. Os meus pais, felizmente, sempre me deram aquilo que puderam. É por isso que por aqui ando a escrever disto. Agora, quantos pais gostariam de fazer o mesmo e não podem? Chega o Natal e o que é que se vê por aí? Que merda de mundo é este? Graças a Deus que as crianças, as que o podem ser, sempre serão crianças e, de um ou de outro modo, sempre serão capazes de criar as suas brincadeiras/jogos.
FC Barcelona – Não gosto deste clube. Mas há que reconhecer que é uma grande instituição. Teve o mérito de nunca recorrer à publicidade no seu equipamento até que teve o mérito de fazer publicidade gratuita no seu equipamento à UNICEF. Mais uma vez, não sou activista nem quero ser hipócrita: nunca contribuí nem contribuirei para a UNICEF. Já pago, e bem, os meus impostos. Isso cabe aos governos de todo o mundo. Por isso o jogo seguinte é:
Ideology – Já tenho este jogo, ainda não o vi e se calhar não presta para nada. Mas é sobre ideologias que andam por aí neste mundo. E é precisamente esta abundância de ideologias que leva a muitas destas misérias. Temos telemóveis, temos internet, somos hi-tech, viva o avanço tecnológico, viva a maçaroca, temos tudo ... alguns, outros alguma coisa e muitos nada. E o que somos? Um nada em constante guerra ... de ideologias. Desde a ‘revolução’ da Renascença que a Humanidade não olha para si mesma e avança para outro estágio de desenvolvimento ... humanista!
P.S. Neste tema caberia aqui um outro jogo, ainda protótipo, mas o Vital Lacerda que fale disso, se quiser.
P.S.S. Desculpem os devaneios, ou efabulações, como diria o Vital :P

04/12/2009

TOP 5 - Jogos sobre competições desportivas




Sempre gostei de competições desportivas, nomeadamente fuebol e corridas de carros. Desde puto que muitas das minhas brincadeiras/jogos giravam em torno destes temas. Um dos meus sonhos, enquanto jogador, sempre foi tentar criar um jogo que simulasse, de um modo aceitável, o desporto rei - o futebol. Nestes últimos dias cheguei à conclusão que criar jogos sobre um qualquer desporto é extremamente difícil. Eis o meu Top 5, incompleto ...

Formula Dé - Dentro desta categoria este é, provavelmente, o melhor, e, também, o de maior sucesso. Regras simples que simulam de um modo bastante aceitável corridas de automóveis. Com inúmeras expansões e um grafismo de muito boa qualidade, tem uma enorme legião de fãs e continua bem vivo, apesar de já ter uma certa idade.

Crash'n Tackle - Já ando atrás deste há algum tempo. É um jogo australiano sobre rugby. É um desporto de que também gosto muito ... não por causa dos 'Lobos', mas por causa do 'Torneio das 5 Nações', que antes de aparecer a SporTv era transmitido na RTP2. É um jogo que pretende simular fielmente as regras do rugby e que já inclui várias expansões com as principais equipas e em que os melhores jogadores aparecem individualizados com as suas principais qualidades.

Leader 1 - Também gosto de um bom Tour ou de uma boa Volta a Portugal, apesar de todo o doping que por aí anda. Gosto de assistir a uma etapa com chegada ao Alpe d'Huez ou à Srª. da Graça. Bem sei que para muitos será aborrecidíssimo, mas eu gosto. E, na falta de melhor, este joguito até que é uma razoável simulação deste desporto. Podia era ter uns bonequitos-ciclistas muito melhores, de modo a apresentar o colorido de um pelotão.

Table Soccer - Este não é um jogo, é antes uma daquelas diversões de perícia. E, desculpem-me alongar-me e a imodéstia, fiz dele o 'meu' melhor jogo sobre futebol. Tinha uns bonequitos de plásticos e um botão e o objectivo era carregar com os bonequitos no botão de modo a introduzi-lo na baliza adversária, como é óbvio. A minha versão do jogo (francesa, em Portugal era da Majora) tinha uns bonecos com base e corpo rectangulares - uma equipa vermelha e outra azul. Fartei-me desta 2 cores. Resolvi fazer 'equipamentos' em papel cavalinho para pôr sobre aqueles corpos rectangulares. Se bem me lembro fiz cerca de 120 equipas (11x120 equipamentos) - todas as principais equipas europeias, brasileiras e argentinas e até uma equipa que já não existe: o Cosmos, de Pelé e de Nova Iorque). E não pensem que eram coisas toscas, até a marca e detalhes do equipamento e a publicidade estavam lá bem desenhadinhos. Criei regras para simular o desporto, criei um campo em alcatifa, os guarda-redes eram tipo 'subuteo', etc ... Resultado: entre os meus 13 e 14 anos a putalhada lá da terra, quando não estava a jogar o jogo à séria, estava a jogar este :) Um dia a minha mão pôs tudo isto no lixo ... pensando que era lixo.

Por último - não tenho nada a acrescentar no lugar nº 5. Há 247 páginas de jogos na categoria de desporto no BGG. E não encontrei lá mais nada que merecesse fazer parte deste Top. Não me critiquem.

26/11/2009

TOP 5 – Jogos cujo tabuleiro tem um mapa

Há cerca de 2 semanas o Rôla publicou aqui um magnífico texto sobre tabuleiros de jogos. O curioso é que, alguns dias antes, me tinha ocorrido fazer um TOP 5 sobre jogos cujo tabuleiro tem um mapa. Desde miúdo que os mapas me fascinam. Quando tinha 6 anos ‘subtraí’ um atlas aos livros de estudo de um primo meu que andava na secundária – a ele não lhe fazia falta, pois não tinha jeito nem para geografia nem para os estudos. Esse atlas tornou-se a minha bíblia de então. Passado algum tempo o Mapa Mundi não tinha segredos para mim, era todo meu. Poucos anos depois vieram os jogos, e um jogo com um mapa fazia brilhar os meus olhos. Ainda hoje um jogo com um mapa tem muito peso nas minhas escolhas. Aqui fica uma pequena lista de alguns dos mapas ‘jogáveis’ que considero mais belos.


La Bataille de Mont Saint Jean - Este é para mim o jogo com o mapa mais bonito. É uma obra de arte com a chancela da Clash of Arms. Se em cima lhe colocarmos os belíssimos ‘counters’ então sentimo-nos totalmente imersos na grandiosa Batalha de Waterloo (como lhe chamaram os ingleses). Era capaz de emoldurar este uma vez que jogá-lo é quase tarefa impossível. [foto de KokoLeMakak]




War of the Ring - Um dia, ainda adolescente, vi numa papelaria um anúncio a um livro chamado ‘Senhor dos Anéis’. Passou mas ficou. Quando vim estudar para Lisboa esse título voltou a interceptar a minha vida. E assim Tolkien modificou a minha vida. E este jogo tinha que fazer parte da minha coleção. Concorde-se ou não este mapa tem uma belíssima arte, embora, em certas situações do jogo, não seja muito funcional. [foto de cybernex]



Hannibal: Rome vs Carthage - Este é um jogo que via por aí e não sei porquê não me atraía. Mas depois a minha esposa ofereceu-mo, mas ... ele por ali continuou esquecido. Depois joguei-o uma ou duas vezes e ... por ali continuou. Há dias voltei a jogá-lo com o Carlos (brainstorm) e enquanto o jogámos não pude deixar de apreciar o magnífico mapa da bacia mediterrânica que estava ali à minha frente. Além disso, é um grande jogo, imo. [foto de kgm3219]


Triumph of Chaos - Confesso que aqui há poucos meses nunca tinha ouvido falar deste jogo. Num dos encontros semanais de Lx o Evangelista aparece com isto na mão e lá fui ver o que estava lá dentro. Um mapa com um tipo de papel que me era familiar e com um mapa de se lhe babar em cima, para não falar das cartas e dos counters. Mais uma obra prima da Clash of Arms. [foto de mrbeankc]



Imperial - Por último o simples e singelo mapa deste jogo. Pode não ser um dos mapas mais bonitos, mas ponham-lhe em cima as tropas e o resto que ele ganha vida. Além disso, tinha que estar neste TOP 5 porque destes 5 jogos é o meu preferido. [foto de Zopper-Alf]

20/11/2009

Top 5 - Boardgames online

Faz hoje 34 anos que a Microsoft lançou a primeira versão do seu sistema operativo Windows. O mundo nunca mais foi o mesmo. Bom ou mau, seguramente polémico, este Windows tomou conta do mundo e tornou-se numa ferramenta, quer lúdica, quer de trabalho, quase insubstituível. É verdade que há para aí outros SO's, porventura bem melhores, mas a verdade indiscutível é que as janelinhas voadoras do Sr. Gates se tornaram num fenómeno único de popularidade.
E porque raio estou eu então a falar disto? Chamem-lhe tema :p É para o top ser temático, para ter mais flavour... ... Windows - PC - Net - Jogos online... Estão a ver a ideia. Hey!! Pelo menos esforcei-me mais que o Knizia, certo?!
Eu sou doido por jogos de tabuleiro, mesmo doido, doido de todo. E quando não posso jogar jogos de tabuleiro com gente de carne e osso, entretenho-me a fazer solos ou então a jogos jogos de tabuleiro online. Eu sei... eu sei... jogar jogos de tabuleiro online está como a masturbação está para o sexo. Mas como dizia o Seinfeld... "don't we all...?" Adiante, resolvi expôr neste top, os meus 5 jogos preferidos online. Assim, cá vai disto:
1 - Stone Age - Este é o meu preferido. Podem encontra-lo no site yucata.de e para além do seu design ser igual ao original de cartão, tem uma jogabilidade muito intuitiva. Neste site recomendo ainda o Hey! That's my Fish e o Donwfall of Pompeii.
2 - Hive - No site hivemania.com encontram esta bela simulação deste fantástico jogo. Muitas horas aqui perdidas... ok minutos :)
3 - Santiago - No site spielbyweb.com encontram este jogo. Igual ao original, muito intuitivo. Destaque neste site também para o Amun-Re.
4 - Samurai - Sito em mabiweb.com, este é outro daqueles jogos que facilmente repito pelos motivos do costume, verosimilhança e facilidade de uso.
5 - Tigris & Euphrates - No BGG podem encontrar uma versão online da pérola abstracta de Mr. Knizia. Obrigatório.

06/11/2009

TOP 5 - Comboínhos

Há quem goste e há quem não goste, mas digam o que disserem os jogos de/com comboios marcam definitivamente um capítulo especial na história e evolução dos jogos de tabuleiro. Há até jogos que não tendo a ver com comboios, é como se fossem de comboios. Esta rubrica tem estado ausente do nosso blog, mas regressa agora, a todo o gás, com os meus 5 jogos preferidos com/de comboios:
5 - Ticket to Ride: Europa - Começo a lista com o segundo jogo do afamado e milionário franchise de Alan Moon. Um jogo divertido que nunca me falhou na hora de aguçar o apetite a newbies.
4 - Steel Driver - Continua a ser para mim um mistério aquele mini-jogo dentro do jogo, no final da partida. Mas não deixa de figurar nesta lista por causa disso. É um bom jogo de Mr. Wallace.
3 - Union Pacific - Diferente de T2R mas do mesmo autor, este é um jogo muito simplista que mistura um sistema de acções/bolsa com o de "network building". Jogo-o com alguma frequência na minha tribo de casual gamers e é sempre um sucesso. É bonito ver a corrida às acções da UP :)
2 - 1830: The Game of Railroads and Robber Barons - Este é o grande clássico do género, um jogo para homens de barba rija que gostam de uma boa escanhoadela à navalha. Construir linhas e comprar acções, é só isto... mas é muuuito disto...
1 - Age of Steam / Steam - É-me díficil escolher só um deles, daí a dupla entrada. AoS é mais difícil, mais exigente, mais castrador. A versão Steam é mais polida, mais amiga do jogador e menos castigadora. Ambos são belíssimos jogos do mesmo Wallace. E quase se diria que são o mesmo jogo. Mas as diferenças que Wallace implementou no seu Steam anti-Bohrer, são suficientes para o transformar numa experiência de jogo bem diferente. Muitos dizem que lhe retirou o sal, eu diria que ele se conteve no gindungo. Porque o sabor está lá, pica é menos :)

07/10/2009

TOP 5 - Eleições

Porque estamos em período de reflexão - é assim que se chama agora - o Spiel Portugal resolveu fazer um de muitos possíveis tops de jogos sobre eleições. Uns mais óbvios que outros, outros melhores que uns, enfim, é um top pessoal que não pretende ter os melhores. Pretende ter uma escolha. A minha! E será a primeira lista de jogos políticos sem Die Macher!
Cada jogo será escolhido seguindo uma teoria: como, em Portugal, os partidos se assemelham a penas de badminton (tecnicamente chamam-se volantes - esta comparação tem que ver com o peso e a trajetória que cada um dos partidos tomam), resolvi escolher um jogo por partido. Da esquerda à direita, uma escolha sinistra, pelo menos, dos mais qualificados jogos de teoria política.
1. In the Shadow of the Emperor (BE) - A controvérsia do sistema político, a pandilha dos que escolhem os cargos. Ser chefe de estado com 15 anos pode ser o próximo objectivo do empowerment bloquista. Porque não?! Há partidos que vivem sempre na sombra. Este, o bloco, começou por ser um bloco e hoje já aspira e consegue resultados de partido. Na sombra ou não, os resultados estão à vista de todos e o sucesso é indesmentível. Mesmo que à custa de uns casamentos mais convenientes ou de algum caos escondido. O espírito de "la revolution" trotskista acenta que nem uma luva no imperador de ideologia Lenine. Será que teremos uma câmara assim?
2. Kremlin (CDU) - Aqui a escolha era simples. O jogo é político, antigo, muito antigo, os mecanismos são velhinhos, muito velhinhos e os resultados do jogo são sempre bons. Mesmo que não sejam assim tão bons. Na verdade, Kremlin é um jogo inesquecível e que nos deixa um brilhozinho de nostalgia nos olhos - de rir! Para além disso, o tema é tudo - intriga política acima de todas as médias, traições e facadas (algumas à vista de todos). Tem tudo este Kremlin português.
3. Perikles (PS) - Perikles (nome de político grego) é um jogo brilhante na sua génese. Um conceito diferente, com mecânicas inovadoras e, no papel, perfeito. É tão perfeito na sua génese quanto mau na sua conclusão. As escolhas dos melhores candidatos para aqueles locais, os chamados, "jobs for the boys". Não há canditato?! Mete-se este aqui! Não há onde meter ninguém? Manda-se tirar alguém para depois se substituir. Os locais serão todos preenchidos, tal e qual os cargos de administração de uma qualquer empresa do Estado.
4. Sylla (PSD) - Um sistema que não funciona. O combate à fome que nunca chega, as revoltas sociais que não acontecem. Aposto que o autor do jogo queria que os votos somassem de forma mais lógica e que o jogo evoluísse com critério, um critério desgovernado e caótico. Mas não. As forças naturais dos jogadores tornam este jogo num boneco de testes, programado para estar a fazer sempre a mesma coisa. E nunca acontece nada. Nada. Seca de jogo. Os votos compram-se com dinheiro e a cidade constrói coisas em grande como o coliseu. Às tantas foi o Frank Gehry que projectou o Coliseu de Sylla.
5. Tribune: Primus Inter Pares (CDS) - Nada como meter as famílias a funcionar em harmonia para conseguir os favores das gentes. Pessoas de altos cargos, famílias com história. Na lógica, se precisamos de um favor amarelo, é à família amarela que vamos buscar favores. A elegância de um sistema que até da latrina consegue favores. Porque o local de escolha não é importante. Sérios são os que buscam os favores dos deuses. Estão mais próximos Dele, dirão alguns. Eu não sei. Para mim Ele está-se a borrifar porque, se não, tinha mudado os votos do sim para o não, no último referendo. A seguir com atenção este jogo de top com o astral em alta.

26/06/2009

Morreu Michael Jackson

O Rei da Música Pop, Michael Jackson, morreu ontem aos 50 anos devido a problemas cardíacos. Goste-se ou não dele, pelas mais variadíssimas razões, ele foi uma figura única no mundo da música pop. Aqui fica, como tributo, uma lista com alguns dos seus maiores êxitos.
Billie Jean - MegaStar, este tema lançou-o para o mega-estrelato.
Thriller - Last Night on Earth: the Zoombie Game, tema com um videoclip de 14 minutos que na época surpreendeu.
Beat It - Accused! Getting Away With Murder, safou-se bem dos crimes de que era acusado.
Don't Stop Til You Get Enough - Steam, Rails to Riches, de facto só parou quando já tinha o suficiente, ou não.
Bad - The Good, the Bad and the Munchkin, bom na música, mau noutras coisas e retirou-se para o seu mundo de Oz - Neverland.

22/05/2009

TOP 5 - O melhor do "envenenamento verbal"

Envenenamento Verbal, ah... havia tanto para dizer sobre este nobre ofício... Os mestre desta ancestral arte conseguem passar despercebidos durante um jogo inteiro enquanto através de diversas pequenas frases atiram o foco do jogo para jovens desprevenidos que nem sabem o que lhes está a acontecer. A técnica demora anos a aperfeiçoar, mas aprendendo com verdadeiros doutorados na matéria consegui compilar algumas dessas técnicas da maravilhosa arte do "Envenenamento Verbal"...
Número 1 - The Larch ! .... (sim, demasiada TV)
Número 1 - "Epá, eu nunca ganhei um jogo destes..."
Utilizada no início do jogo esta técnica permite afastar as atenções do jogador e ao mesmo tempo prevenir piadas sobre um possível mau resultado. Apesar de um pouco primária tem um grau de sucesso extremamente elevado, permitindo prevenir um sem número de situações...
Número 2 - "Nada de pessoal mas ..."
Fabulosa esta técnica, geralmente utilizada após uma grande pausa onde se finge estar a pensar numa decisão já tomada, seguida de um franzir de testa e dita de uma forma tímida e suave. Grau de sucesso e impacto devastadores. ps- Evitar sorrisos maléficos enquanto se executa esta manobra.
Número 3 - "Isso não faz sentido nenhum, mas tu é que sabes..."
Muito boa a forma como se acusa com veemência e depois se atira a responsabilidade para o outro. Primeiro deixa-se claro que a jogada é má e não se explica porquê, depois dá-se a Razão e a liberdade individual de escolha deixando pouca margem para uma resposta ao terrível e devastador movimento.
Número 4 - "Eu já só estou a jogar para me divertir"
Muito original esta manobra. Enquanto se afirma fora do jogo, retirando qualquer atenção que ainda recaísse sobre si, o jogador justifica qualquer acção agressiva que possa vir a fazer com um "eu já não ganho" e ainda sai como sábio profeta se o resultado final não lhe for favorável. Brilhante ! Quando bem executada esta manobra é um regalo para os olhos...
Número 5 - "Isto tá é pró ... "
Nada como espalhar o boato, geralmente quem acerta no timing certo para a execução desta manobra vence o jogo. Não é fácil perceber quando e como utilizar esta técnica, mas quando usada com mestria é simplesmente demolidora... para que resulte mais vezes e caso o alvo não vença o jogo é obrigatório rematar com um " é que eu pensava mesmo que ias à frente..." Por vezes esta manobra só é possível detectar em Super Slow Motion gerando imagens de incomparável beleza...

15/05/2009

TOP5 Family Games

Muita gente não saberá mas hoje é o Dia Internacional da Família. Por isso aqui fica a minha lista dos meus cinco jogos preferidos para jogar em família.
THEBES - Para além de bonito, temático e até educativo, é sobretudo um jogo divertido com boas gargalhadas à mistura.
PANDEMIC - Uma das grandes sensações mais recentes, PANDEMIC é um original jogo cooperativo cheio de tensão e bastante viciante. A sua vertente pedagógica e educativa fazem deste jogo um "must have" na colecção de qualquer chefe de família.
KELTIS - Um jogo de cartas que obriga a algum raciocínio de contagem de cartas e de probabilidades. Um excelente exercício de cálculo mental para os mais novos. Obrigatório.
INGENIOUS - Outro abstracto, mas com dinâmicas diferentes. Este obriga a um exercício mental mais visual, exercitando outras àreas da mente.
TICKET TO RIDE - O Family Game por excelência, este é um best-seller obrigatório em todas as casas. As miniaturas, o colorido das cartas, o imenso mapa americano rasgado pelas linhas ferroviárias. T2R é sempre uma agradável e divertida experiência de jogo em família.

08/05/2009

TOP 5 – Jogos sobre batalhas que levaram ao fim da 2ª Guerra Mundial na Europa

A 8 de Maio de 1945 as forças Aliadas aceitaram a rendição incondicional das forças Nazis. Assim terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Esta não é propriamente uma lista de jogos, é antes uma lista de jogos que simulam algumas das operações decisivas que levaram à vitória final dos Aliados. A ordem é cronológica.

A Victory Lost - Em Dezembro de 1942 os Soviéticos lançaram a Operação Saturno na zona de Estalinegrado. Esta Operação tinha por objectivo explorar o sucesso da Operação Urano, lançada em 19 de Novemro de 1942, que levou ao cerco de 300.000 tropas do Eixo em Estalinegrado. A Operação Saturno terminou em Fevereiro de 1943 e culminou na vitória Soviética da Batalha de Estalinegrado. Pode dizer-se que esta operação marca o início do fim da aventura Nazi na URSS. O rolo compressor vermelho começou a rolar. A Victory Lost simula a Operação Saturno. É um wargame de hex&counters notável pelas suas regras simples, beleza e uma inovadora mecânica de ‘chit pulling’ que o torna imprevisível e re-jogável.

Conflict of Heroes: Storms of Steel! – Kursk 1943 - A Batalha de Kursk, que ocorreu entre Julho e Agosto de 1943, é a maior batalha de sempre entre veículos blindados. Foi a última operação ofensiva (Operação Citadela) que os Nazis conseguiram levar a cabo no Leste. A vitória decisiva dos Soviéticos nesta batalha deu-lhes a initiativa para o resto da guerra. Quanto ao jogo, ainda nem sequer foi publicado, mas faz parte da popular série Conlict of Heroes. Esta série recria batalhas a nível táctico à semelhança das séries ASL e Combat Commander. É indicado para que gosta de wargames tácticos.

Afrika II - Entre 23 de Outubro e 5 de Novembro de 1942 teve lugar a 2ª Batalha de El Alamein, no Egipto, que opôs forças do Eixo e da Common Wealth. A vitória decisiva dos Aliados marcou a viragem dos acontecimento na Campanha do Norte de África. As esperanças do Eixo de ocupar o Egipto e o Canal do Suez, que dariam acesso ao petróleo do Médio Oriente, esfumaram-se. O jogo em si não retrata esta batalha. Retrata sim todas operações ocorridas na Líbia e Egipto até ao final de 1942. É um wargame operacional e faz parte da popularíssima série Standard Combat Series da The Gamers/MMP. É uma série muito boa e com regras bastante simples.

Memoir ’44 - Em 6 de Junho de 1944 as forças Aliadas invadiram a Normandia, França – Operação Overlord. Foi o maior assalto anfíbio da história – envolveu cerca de 160.000 tropas, 7.000 barcos e 12.000 aviões; no final de Agosto cerca de 3 milhões de tropas já tinham desembarcado na Normandia. A Batalha da Normandia continuou por mais 2 meses (Operação Cobra) e terminou com a captura de Paris em 25 de Agosto de 1944 e a retirada dos Nazis para lá do rio Sena em 30 de Agosto de 1944. Escolhi o Memoir ’44 por se tratar de um jogo bastante popular, com bonequinhos de plástico, e que simula a um nível táctico básico os combates ocorridos na Normandia. Além disso, já têm várias expansões.

FAB: the Bulge - A 16 de Dezembro de 1944 os Nazis lançaram a Ofensiva das Ardenas com cerca de 500.000 tropas e 500 blindados. Do lado dos Aliados estavam cerca de 800.000 tropas e 700 blindados. Morreram cerca de 19.000 americanos nesta batalha – é a mais sangrenta da história dos EUA – que terminou em 25 de Jaqneiro de 1945. O objectivo desta ofensiva era dividir ao meio as forças Inglesas e Americanas, tomar Antuérpia, cercar e destruir 4 exércitos e por fim forçar uma paz negociada com vantagens para os Nazis. Se o conseguissem, os Nazis poderiam depois concentrar-se apenas na frente Leste. Foi o último esforço Nazi. Quanto ao jogo, FAB: de Bulge é um wargame de blocos com um sistema de combate bastante inovador. É um jogo fantástico.

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