1- Encomendas. Quem é que não gosta de receber encomendas postais? Eu tenho procurado escrever ainda e sempre uma ou outra carta e alguns postais, sobretudo quando em férias. Encerram mais do que palavras, dizem mais do que aquilo que escrevemos. Receber uma caixa, cintada com fita adesiva e ataviada com dísticos e endereços estrangeiros é ainda mais maravilhoso!
2- Celofane. Chego a demorar dias a retirar o celofane, como se receasse que ao fazê-lo irá fugir para sempre parte da magia que cada caixa de jogo sempre transporta…
3- Cartão prensado. Retiramos “tiles”, moedas, mini tabuleiros… E sobram grelhas de cartão duro, mais ou menos disformes. Imagino a prensa a descer, uma outra máquina a cortar, alguém a encaixotar sonhos!
4- Brochura de regras. Cheiram a tinta, formato mais pequeno ou maior, mais ou menos coloridas. São, de há uns anos a esta parte, uma nova leitura de casa de banho. Tenho algumas em alemão e não deixam de ser lindas!
5- Sacos de pano. Embora bem mais pequenos, lembram-me os “taleigos” que a minha mãe me mandava levar ao moinho com milho e trazer com farinha. E a saca de pão pendurada na porta, bem cedo pela manhã. Talvez por isso goste tanto de sacos de pano. Tê-los nos jogos é, por mais idiota que pareça, um retoque de ternura.
A chegada das encomendas é mesmo um prazer completamente irracional. Dá ideia de ser um cantinho do cérebro que é preenchido com o efeito "caixa de chocolates" tipo Forrest Gump (you never know what you're gonna get). Mesmo que já saibas o que é, que jogo é, que encomenda é, há sempre algo de inesperado e surpreendente dentro de uma caixa. É a meninice das prendas e dos embrulhos.
Fascinam-me muito mais as caixas de cartão pardo e anónimo que as próprias caixas dos jogos que consigo manter por abrir muito e muito tempo sem ter comichões.
A saca do pão também é uma reminiscência minha mas do bolinho. E lembro-me de ter a saca pendurada à porta de casa às seis da manhã para o papo-seco do pequeno almoço. Ainda está para voltar chegar o cheiro daquele pão com manteiga.
Muito bom o texto Rôla. Metes o pessoal todo nostálgico! Mas nostálgico é bom: não tem aquela carga dramática da saudade!!! :)
3 comentário(s):
Muito bom...
Graças aos jogos o carteiro já me trata por tu... e deixa encomendas com vizinhos e à confiança : É mais uma pó Nuno...
Quanto ao Celofane dura tanto nas minhas mãos como meia dúzia de pastéis de nata miniatura...
Gostava de ter uma boa história sobre sacos... mas só me lembro do bolinho:
"-ooh Tiaaaa dá bolinhoooo !!!!
ps- regras e grelhas não gosto...
Substituía por saquinhos, caixinhas e o gozo de arrumar um jogo, num sing along pelos componentes... ADORO !
Por acaso também tenho um fascínio pelas caixa de cartão. Adoro receber encomendas!
E já vem antes dos jogos com as Zines, K7's e revistas importadas. Adoro a surpresa do momento!
Já cheguei a ter apartado e tudo :)
Bem apanhado Rôla!
DC
A chegada das encomendas é mesmo um prazer completamente irracional. Dá ideia de ser um cantinho do cérebro que é preenchido com o efeito "caixa de chocolates" tipo Forrest Gump (you never know what you're gonna get). Mesmo que já saibas o que é, que jogo é, que encomenda é, há sempre algo de inesperado e surpreendente dentro de uma caixa. É a meninice das prendas e dos embrulhos.
Fascinam-me muito mais as caixas de cartão pardo e anónimo que as próprias caixas dos jogos que consigo manter por abrir muito e muito tempo sem ter comichões.
A saca do pão também é uma reminiscência minha mas do bolinho. E lembro-me de ter a saca pendurada à porta de casa às seis da manhã para o papo-seco do pequeno almoço. Ainda está para voltar chegar o cheiro daquele pão com manteiga.
Muito bom o texto Rôla. Metes o pessoal todo nostálgico! Mas nostálgico é bom: não tem aquela carga dramática da saudade!!! :)
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