01/04/2008

Top 10 - Março 2008

Março não vem com grandes novidades. A subida de Die Macher e a entrada do 1960 para o 7º lugar são as únicas alterações. Com a entrada do 1960, saiu o Tigris & Euphrates do Top. O jogo que já não é jogado há muito pelas gentes do Spiel, e que acabou por nunca arranjar muitos fãs por terras de Leiria.



Top de Março/2008:
1 - Brass
2 - Age of Steam
3 - Imperial
4 - Liberté
5 - Indonesia
6 - Die Macher
7 - 1960: The Making of the President
8 - Shogun
9 - Power Grid
10 - Antike

De resto... os 5 primeiros lugares sem sofrerem alterações, a provar que apesar dos mood players, algumas posições estarão completamente consolidadas. Claro que ainda nos falta jogar a "pérola" (?!?!?) de 2007/8, o Agricola. Estamos ansiosos à espera da publicação em inglês. Até lá, as alterações não serão certamente muitas... ou não, depende sempre do mood

12 comentário(s):

soledade disse...

O Brass é incontornável porque é um jogo consensual. Não há mood que altere isso. Duas horas com aquela profundidade técnico/táctica é uma maravilha.

A crescer está o 1960 porque o Costa jogou e, aparentemente, gostou.

O Age of Steam tem tendência a descer na minha opinião mas precisa ser rejogado - a 4 ou a 5.

O Antike tem potencial para subir e acho que o Power Grid é mais para descer que outra coisa. Sinais dos tempos. E dos moods também!

Bruno Valério disse...

Depois de um Age of steam a 6, jogá-lo com menos do que 5 jogadores já sabe a pouco.

O Brass é muito bom mas a meu vêr não é superior ao AoS.

É verdade que o Agricola está a caminho e poderá revolucionar todos os Top 10 do mundo hehehe.

Já percebi que o Through the Ages não fez furor por aí. Shame!

BrainStorm disse...

@Bruno: O Throgh the Ages precisa amadurecer. Precisa ser jogado mais vezes. E fundamentalmente precisa de ser jogado na "full-version". Só depois disso é que poderemos ver o que ele diz. Para já não chega ;)

soledade disse...

O TtA tem uma forte, demasiado forte, componente militar.
Eu não gosto disso. O problema não será do jogo, será meu. A questão é que, quando o autor se refere ao jogo como não sendo um jogo "ofensivo" ele tem razão. O jogo não promove o ataque. Ou será que promove?! Todas aquelas cartas de ataque que existem, todos os eventos que produzem pontos para quem tem mais força militar (são demasiados) todas as ligações do jogo, em última análise, parecem favorecer quem tem mais força e não os outros que querem só "jogar bonito", "espalhar magia", como eu! :)

BrainStorm disse...

Afinal... tu querias era mesmo imitar-me, com a minha civilização "brilhante". Aquilo era debitar ideias como coelhos.

Eu sim, joguei bonito.

Contudo, eu percebo a ideia do jogo, que não reflecte mais que a realidade. Quer queiramos quer não, quem tem o maior e melhor exército é que ganha a "corrida" das civilizações. Até podes ter uma sociedade bastante avançada sem apoio militar, mas isso vale por alguns séculos.

Olha os Incas. Até tinham um exercito mais ou menos poderoso para a região que ocupavam, mas depois chegaram os espanhóis com os seus "paus de trovão" e tudo ruiu.

Eram avançados tecnologicamente, culturalmente, etc... mas quem tem o "pau de trovão" é que é rei.

Costa disse...

Para mim a grande novidade foi mesmo o 1960, belíssimo jogo. Muito melhor e bem mais interessante que o TS, pelo menos para mim. Fiz um jogo pelo NIxon contra o amigo Paulo Inácio e perdi fruto de alguma inexperiência, mas dei-lhe luta comó'catano. É um jogo que quero voltar a repetir em breve, quem sabe na TrincaCon :)

Quanto ao TTA, não comento porque ainda não joguei, mas tenho boas espectativas para o jogo.

E como o Carlos disse, falta mesmo é jogar o AGRICOLA, pelo menos dos jogos de 2007. Depois, claro há alguns clássicos que eu ainda não joguei e que podem entrar nesta corrida com a minha nota, tipo ANTIQUITY e ROADS AND BOATS.

Duarte disse...

Epá o Tigris fora? Não é mentira de 1 de Abril certo? Nunca percebi o porquê de tanto excitamento com esse jogo ... aqui em Oeiras só o Vital é que gosta :D Nós claro está, gostamos de o azucrinar :)

Quanto ao Brass só joguei 2 ou 3x mas ainda não consegui vislumbrar na totalidade as maravilhas que dele dizem, no entanto com as regras já lidas e relidas talvez a experiência de jogo melhore.

Já o TTA foi paixão à primeira vista apesar de ter sido vítima de uma brutal "War over Culture" no último turno que arrasou por completo a minha mui desenvolvida civilização, no entanto reconheço mérito ao jogo para entrar no meu Top 10 de caras.

Epá eu sei que nem tem nada a ver mas já experimentaram por aí Galaxy Trucka Trucka? De mente aberta off course ... delirámos!!

BrainStorm disse...

@Duarte: Pois, por cá, tb só eu é que defendo o Tigris... eu gosto mesmo do jogo. Epá, mas esse é o único elemento de "contacto" com o Vital, por favor, não gozem :P

Quanto ao Camionista do espaço... Só eu é que joguei. Também gostei do jogo. Não delirei, mas achei muito engraçado ;)

Para 1h - 1h30m é muito divertido e vale bem a pena.

Bruno Valério disse...

@Paulo - o TTA tem de facto uma componente militar como todos os civs devem ter já que as guerras são parte integrante do "rise and fall" de todas as grandes civilizações.

A questão é que durante os primeiros jogos de TTA apenas um jogador se prepara militarmente para o final do jogo. Se todos estiverem atentos e não permitirem as wonders certas com os líderes certos a coisa já não vai funcionar apenas pelo lado militar.

Bruno Valério disse...

@Carlos - sim um full game é indispensável.

Hugo Carvalho disse...

É um belo top, se m duvida.
Agora o 1960 vocês não acharam que o jogo tende a ficar um bocado um jogo de imitação. Ou seja o segunda jogador vai jogando da mesma forma que o 1º. Ou seja se oprimeiro põe um cubo aqui, o segundo põe lá tambem um cubo, etc.
Na experiência que tive isso aconteceu muito. O zorg depois voltou a jogar mais umas vezes e foi obrigado a vender o jogo por causa disso.

Quanto ao TtA gostei bastante do jogo. Na sessão que fizemos não demos muita importância ao factor militar. mas pareceu-me um jogo bastante equilibrado e bastante desafiante. Só achei que o ritmo de jogo podia ser melhor. Metade do tempo é passado sem fazer rigorosamente nada.

soledade disse...

Eu também acho o 1960 um bocadinho espelho, é verdade. Porque as dificuldades para se fazerem as coisas não são tão grandes como no TS, por exemplo. Agora, como simulação política, de campanha, é muito bom. Mesmo muito bom. Gostando de CDG, ainda por cima, só melhora. Os mecanismos de impedir acções e jogar com as sondagens, media... são muito bem esgalhados.

Depois, a grande (enorme) vantagem em relação a outros jogos do género (lembrei-me agora de repente do Twilight Struggle :)) é que se trata de um jogo equilibrado. Eu, quando vou jogar, sendo burro ou elefante, posso ganhar.

Agora, há alguns jogos na praça, alguns deles até estão no top 3 do BGG (lembrei-me novamente do Twilight Struggle, não sei porquê?! Isto é freudiano, de certeza!) que são tão desequilibrados, tão desequilibrados, que, nos últimos 10 que fiz, e todos com o mesmo adversário (confirmas Carlos?!) ganhou sempre a URSS. Hummmm! Vender por vender, venderia esse. Mas vou guardá-lo para poder continuar a jogar, irritar-me, aprender a jogar com os US e, com muita sorte e um adversário tótó (tipo test dummie) pode ser que consiga ganhar do lado dos capitalistas. Um dia! Mas para isso a sorte tem de me deixar perder aquelas 3 horas com esperanças.

Em alguns círculos defendem-se jogos pelos dentes. Agarram-se a eles e não se deixam "influenciar" pelos factos. Fazem-se dogmas e vai-se por aí além. Eu faço isso no meu círculo de Liberté. Um jogo dependente da sorte mas brilhante em tudo o resto. Quando vejo o TS vejo um jogo com um tema fabuloso, uma lição de história, um compêndio obrigatório para a geração rasca não se esquecer do berço, mas que está mal feito. Ui! Como está mal feito!

O TtA não padece disso , não senhor. Mas que o militar da coisa é pesado demais para o meu gosto específico, é. E não digo isto com nenhum sentimento de recusa em relação ao jogo, não. Gosto de o jogar na mesma, embora saiba que, o gajo que tiver mais força, em princípio, irá vencer. Provavelmente estarei a dizer um disparate porque ainda não joguei vezes suficientes, mas é o que parece visto daqui.
Quanto ao downtime, concordo com o Hugo. É um problema grave que o jogo tem. Gravíssimo. Talvez aí a desculpa do "as civilizações fazem-se devagar" :) também sirva. Pois! O problema é que eu não gosto de estar 4 horas sentado para jogar só uma e olhar as outras 3!

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