08/09/2008

O Semáforo

Para esta segunda edição do semáforo eu cheguei-me à frente. Não porque houvesse alguma coisa óbvia que eu quisesse destacar ou porque tivesse jogado algum jogo que, pelo contrário, não gostasse de ver destacado, mas sim porque acho isto giro. É engraçado este exercício da escolha. Então, cá vão elas:
Verde: Liberté. Bem sei que este é já um clássico entre clássicos, como eu sou um homem entre homens mas, alguém tem de o dizer e assumir, o Liberté é muito mais que um simples jogo (para nós, claro) o Liberté é uma experiência! Impressionantes as noitadas que ele já nos proporcionou! Já o jogámos mais de 30 vezes (quase sempre os mesmos 3 jogadores) e, verdade seja dita, já aconteceu de tudo algumas vezes. Então, porquê tanto cagareu perguntam vocês?! Pois, nem eu sei muito bem porquê. Só sei que, jogar um Liberté assim, é como fumar um Cohiba espléndido durante um SCP vs. SLB em que os lagartos vencem por 4 a zero! É um momento de ternura, único. É a especialização da condição humana! É a escolha acertada! É, enfim, o chocar do ovo!
Amarelo: Tinner's Trail. Eu bem sei que não sou nenhum especialista em cavar minas ou tirar água do caminho mas, verdade seja dita, este joguinho do Wallace começa-me a irritar. Já o joguei umas 4 ou 5 vezes e começa a fartar-me o facto dele não premiar nada (pelo contrário) quem arrisca. Julgava eu conhecer a obra de mestre Wallace como a palma da minha mão mas, afinal , estou enganado! Então não é que o homem fez-me um jogo em que o gajo mais básico do mundo, aquele que fizer um joguinho "by the book" ganha-o de certeza! Faz sentido?! Eu que gosto de andar a tirar água sem galochas ou mesmo avançar com minas antes de apalpar o terreno nunca serei um bom mineiro da Cornualha?!?! Hummm?! Estás no amarelo oh tinner's.
Vermelho: O grande destaque negativo desta semana vai para... Taj Mahal. Que pequena seca é este jogo. O Knizia, grande vendedor e autor de algumas (uma?!) obras-primas tem este magnificamente cotado Taj Mahal. O jogo não é assim tão mau, que não é. O tema, claro, é inexistente. O tempo de jogo é absurdo. Estivemos mais de duas horas a malhar no gajo e a repetir acções e acções como se valesse a pena! Ok! O vermelho não é tanto para o jogo é mais para a vontade que tenho em jogá-lo. O jogo é 7. Jogá-lo é 3. Faz sentido? Não!? Bem-vindos ao semáforo!
Rematando as intenções de voto, e porque alguns tinham de ficar de fora, um sublinhado importante para o Santiago, King of Siam e Nefertiti. Todos jogos encostadinhos ao verde. Jogá-los pode ser divertido. O King of Siam não deixa espaço para errar, o Santiago, para newbies e pessoal que gosta duma boa galhofada, para não ser levado muito a sério e sim para a descoberta daquele prazer antigo do jogo antes de sermos profissionais da coisa, e o Nefertiti, provavelmente o melhor deste lote de 3, um jogo que eu gosto particularmente e que já tive o prazer de jogar algumas vezes. Já fiz muita bosta, é verdade, mas o joguinho é divertido.

12 comentário(s):

BrainStorm disse...

Verdinho verdinho é mesmo o Twilight Struggle. O Libertè é aquele jogo que é sempre uma diversão jogar... pena é que seja muito dado a parasitas, iúnouuóraimine.

O Taj Mahal também me desiludiu. Tinha uma boa imagem do jogo e afinal esta não se confirmou :(

Anónimo disse...

O meu verde do momento é o Goa. Até porque ganhei! É a onda verde!
Em amarelo colocaria o Amun-Re. Se não houver mais nada, joga-se.
Em vermelho coloco o Uno Júnior, mas acho que nem eu nem a minha esposa nos vamos conseguir livrar de o jogar vezes sem conta nos próximos tempos! E sabem que mais? É um prazer perceber como um puto de 5 anos, perante as cartas que tem na mão, já define uma estratégia para alcançar a vitória.
Boas jogatanas para todos.

Unknown disse...

Verde e branco este Liberté... sempre a jogar para segundo esse monárquico... muito bom e com um (velho) mapa novo...

Amarelo esverdeado o tinners. Joga simples, joga bonita, mas joga... fácil, intuitivo. Bom, muito bom.

Vermelho para o Taj ! É mais um vermelho ao autor. Ao grande K. Especial K este. Para comer ao pequeno almoço e para parar com a prisão de ventre...

Hugo Carvalho disse...

Em relacção ao Taj Mahal tenho uma opinião bastante positiva do jogo. Gosto imenso e de todas as vezes que o joguei foram grandes partidas, bastante interessantes e cheias de tensão.
Em relação ao semaforo desta semana este mimo do Knizia destoa um bocado, uma vez que é um jogo perfeitamente abstracto e parece-me que vocês, como eu, previligiam o tema dos jogos e a forma com ele se mistura nas mecanicas. Ou não fossemos nós admiradores da maior parte da obra de Wallacce. Mas apasar de ser abstracto, Taj Mahal é um jogo de que gosto particularmente.
Mas olhem que as nossas sessões duram uma hora! O que é metade e isso pode fazer bastante diferença!

Carlos Abrunhosa disse...

Que coincidência! O vosso vermelho será aprendido hoje! Já tenho o jogo cá em casa à meses e ainda não tinha surgido a oportunidade de o jogar. Hoje vos experimenta-lo com o Gonçalo e com mais alguém que ainda não sei quem será...

Um verde para mim e para a malta cá do burgo é Brass... E, embora ainda não o tenha "apresentado", o Stone Age. É a minha esolha quando vou ao BSW!

Boas jogas!

zorg disse...

Se não gostam do Tinners' Trail, querem trocá-lo pelo meu Brass? É que a mim o Brass já há muito tempo que não me aquece nem me arrefece e tenho alguma curiosidade em experimentar esse Tinners'...

Em relação ao Taj Mahal, é uma pena que não gostem. É dos meus jogos favoritos do Knizia e em absoluto. :)

Costa disse...

Quanto ao TAJ MAHAL, eu cá gostei do jogo. Acho que está bem elaborado e apesar de poder ser propenso a algum downtime, é um jogo que quererei repetir brevemente.

O TINNER'S TRAIL, é giro sim senhor, nota-se que é Wallace, mas despido de alguma densidade estratégica. É light demais para ser um gamer's game, mas também me parece seco demais para ser um family game. Não sei bem onde é que ficará o jogo, talvez a meio caminho...

soledade disse...

Eu acho que o Taj Mahal não é um mau jogo e percebo até que haja muita gente que goste dele. Está no vermelho porque o semáforo tem a intenção de ser uma coisa sobre o gozo da joga e não o jogo em si. Até pode aparecer por aí um dia um Imperial numa daquelas sessões manhosas que às vezes acontecem. Não é provável mas pode acontecer e, a verdade é que o Taj Mahal não me deu muito prazer a jogar, apesar de poder ser estrategicamente convincente e até, de um certo ponto de vista, estimulante. Talvez tenha faltado o ambiente certo... a Chantal a fazer o lap dancing, a Natascha a dançar com o varão... não sei. Sei que foi um bocado chato.

Quanto à troca do Brass com o Tinner's Trail eu até trocava, se não tivesse nenhum Brass, porque este é bem melhor que aquele. A teoria do "só preciso de fazer uma coisa para ganhar que é a táctica do porto/fábrica de algodão/venda" não é assim tão líquida e pode não chegar. Já venci jogos sem vender algodão (quase nenhum), também já venci sem shipyards e também já optei por não colocar nem shipyards nem portos e venci. Mas também já perdi com todas essas outras variáveis.

Comparando com o Agricola, por exemplo e porque é o novo #1, a falta de caminhos para a vitória deste é muito mais óbvia. Ou seja, tanto podes dar-lhe na cabeça como na cabeça lhe dares mas, caminho para a vitória é só um: fazer um bebé e mais nenhum. A forma de lá chegar é discutível, depende da caga/mãozinha que tens nas cartas, mas aquilo que se procura é sempre o mesmo. Isto para já não falar dos desequilíbrios entre a estratégia de arranjar comida: por um lado tens o grain que precisas de 50 acções para produzir comida, por outro tens os animais, que precisas de 3/4 para te SOBRAR comida!

Quero com isto dizer que às vezes não gostamos dos jogos porque faltou um lap dancing no momento certo para os desfrutarmos. O Agricola, que já joguei mais de 20 vezes, faltou-lhe, nas últimas 4/5 um desses momentos de strip enquanto o Brass, nas últimas 4/5 vezes, não faltou. O Taj Mahal, como não me convenceu nem da 1ª, nem da segunda vez, talvez não torne a sair do armário. Ou então, e uma vez que o Costa até gostou, o nbs é gaja fácil de convencer, o Carlos, levando uma marretada um destes dias também pode ser que chegue lá, ainda o iremos experimentar a 4 jogadores que, dizem, é a melhor formatação.

PS

BrainStorm disse...

Pois, eu acho que o pessoal ainda não percebeu o semáforo.

É isso mesmo, o semáforo é uma relato de uma sessão, e não uma nota a um jogo.

É como a Naide Gomes. Todos sabem que ela é a melhor do Mundo.. mas nos Olimpicos não conseguiu saltar. Aqui é o mesmo. Pode ser um grande jogo, mas nesse dia não "se abriu" para nós.

@Paulo: Quanto à marretada para voltar a jogar o Taj Mahal... venha ela, mas acho que terá que ser com tanta força que jogarão só a 3 :P

Unknown disse...

A ideia do semáforo - quente e frio - preto e branco - alto e baixo - céu e inferno - é perceber como está o jogo depois de jogado no fim de semana. Como tal é perfeitamente possível que um jogo esteja no vermelho numa semana e no verde noutra (excepto este taj - muito mau mesmo!)

ex- O primeiro ministro está no verde porque baixou o insucesso escolar e ao mesmo tempo no vermelho porque não tem ministras grossas e não anda a comer a Carla Bruni...


#hereges que ousam dizer mal do Brass

"Cada qual tem a sua e se quiser dá-la... dá-la..."


#soledade

Convence-me a jogar Attika !
Quero ver...

Convence-mos !

Unknown disse...

@Soledade
estou contigo, o meu verde continua a ser o Brass. As variáveis são tantas que eu nunca sei qual será o rumo do jogo. Uma coisa é certa, a pontuação e a vontade de jogar não param e sempre que cai na mesa é uma experiência diferente. Sinto-me sempre mais sabedor depois de um jogo de Brass, :). Venha mais uma sessão hoje à noite. Ainda vou conseguir chegar aos 200 pontos. está lá quase. :)

@brainstorm
O liberté para mim nunca foi mais de um amarelo e o taj mahal, nem aquece nem arrefece. É mais um knizia. Quanto ao tinner's, vou ter de o jogar mais uma ou duas vezes para perceber o que dizes. a mim parece-me uma questão de localização e oportunidade, é isso que é jogar by the book?

soledade disse...

@vital
Se calhar sou eu que não percebo o Tinner's Trail mas é o que eu sinto, sempre que jogo. Tipo, agora vou tentar uma coisa diferente a ver se resulta. Vou arriscar e vou ficar sem dinheiro e tentar comprar dois terrenos. (n resulta)

Vou tentar ficar com muito dinheiro para ver se me calha bem o próximo prospection e consiga um terreno simpático. (n resulta)

Vou esperar que o Tin suba de preço para vender mais caro (n resultou)

Vou agora tentar que...

Vou tentar ser o 1º a passar para ser o 1º a comprar VP's na grelha?! Para quê?! Aquilo é tudo igual. Tanto faz ser o 1º como o último.

Em todos os jogos que fiz, também não foram assim tantos, consegui ver quem iria ganhar o jogo desde o primeiro turno (nbs). Ou seja, não aconteceu surpresa. Não houve magia :P

Eu bem sei que quem se adapta melhor, ganha. Mas preferia que desse um twist em qualquer coisa. Que o jogador que vai à frente se sentisse ameaçado de alguma forma. Não sente. É só controlar daí em diante. Isso é jogar by the book - correu-me bem e agora é só ligar o piloto automático.

PS

Based on original Visionary template by Justin Tadlock
Visionary Reloaded theme by Blogger Templates

Visionary WordPress Theme by Justin Tadlock Powered by Blogger, state-of-the-art semantic personal publishing platform