08/03/2010

Maria Teresa de Habsburgo - Uma sessão épica

No outro sábado (adoro esta precisão história) - Afinal parece que foi a 1 de Março - voltámos a jogar um Maria. O jogo retrata a guerra da sucessão Austríaca. Após a morte de Carlos VI, a sucessão foi entregue à sua filha mais velha, a já referida Maria. As grandes potências da altura (França e Prússia) viram aqui uma oportunidade de controlar o grande Império Austríaco sem grandes oponentes à altura..., afinal, era uma mulher que controlava o Império. Mal eles sabiam o que os esperava.

Tentando enganar as nossas "posições naturais" à mesa, decidimos tirar à sorte quais as nossas potências... mas por sorte ou azar, tudo ficou na mesma. Assim, eu fiz mais uma vez de Maria Teresa... se bem que mais lindo, o Soledade jogou com a França, representado Luis XV e o Sentieiro fez de Frederico II da Prússia, também conhecido como Frederico o Grande.


Desta vez jogámos o modo avançando, ou seja, com politiquices. Logo no início existiram dois eventos que poderiam provocar algumas alterações monta, como a redução do investimento da Prússia na guerra com a Rússia, mas ambos foram invalidados.

A França começou logo numa busca desenfreada pelos eleitorados (9 cidades que irão votar para a eleição do novo imperador e ainda dão 1 ponto de vitória extra pelo controlo de 3 dos 4 que existem na Alemanha). Aliado a este facto começou também a migração de 1 dos seus 2 exércitos que se encontram na Bavaria para terras gaulesas. Enquanto isso o Exército que permaneceu na Bavaria mais o próprio Exército Bávaro começaram imediatamente a invadir terras Austríacas.

A Prússia começou também, e como mandam as "regras", a invadir a Silésia, de forma a desbloquear imediatamente o seu segundo bloco de supply. Os 2 primeiros fortes austríacos na Silésia caíram imediatamente e sem oposição.

Os austríacos fizeram apenas algumas movimentações, devido ao seu fraco posicionamento inicial (algo comum em muitos jogos... alguém que mande uns GPSs para a Áustria, por favor). O Exército Pragmático deslocou-se para junto da fronteira Francesa, para proteger as terras austríacas junto à Holanda e também para colocar alguma pressão sobre a França.

Nos turnos subsequentes as movimentações continuaram a ser o forte, com poucas ou nenhumas batalhas. O Exército Bávaro em conjunto com o Francês fizeram 2-3 conquistas em território Austríaco. A oposição de apenas 2 Exércitos de Maria Teresa não eram suficientes para os parar. Enquanto isso, 3 Exércitos Austríacos protegiam os restantes 3 fortes da Silésia.

No segundo mapa a França fez também 2-3 conquistas, incluindo 1 dos eleitorados, o que lhe permitiu deslocar imediatamente um ponto de vitória para a box correspondente. O Exército Pragmático fez também as suas conquistas, continuando a manter a pressão sobre a França.


As lutas politicas continuaram a ocorrer, mas para dizer a verdade, foram-se anulando umas às outras.
1741 terminou com as seguintes pontuações: Áustria 5; França 6, Prússia 9 e Exército Pragmático 8.
Só para os menos habituados a este jogo... quanto menos pontuarem melhor.

Logo no inicio do segundo ano um dos eventos políticos a sair foi a Eleição Imperial. O jogo continuou calmo, com apenas algumas escaramuças entre Franceses e Exército Pragmático. O Império Austríaco foi-se defendendo dos ataques da Prússia, com derrotas estratégicas (é assim que nós os Austríacos lhes chamamos :D ). O Exército Bávaro parecia imparável e conquistou Praga. Um erro Austríaco que mais tarde se viria a revelar fundamental. Sem nos apercebermos, Praga é era também um eleitorado. Assim chegado o final da Primavera, fomos fazer a contagem e o Rei Francês nem precisou dos votos do Frederico para ser eleito O Imperador... mais um ponto de vitória para a França.

Vendo o "poder" do Exército Bávaro, Maria Teresa decidiu enviar um dos seus 3 Exércitos que estavam a combater na frente da Prússia para a frente da Baviera. O Exercito Bávaro e Francês foram enviados aos poucos para o seu território. Isto parecia bom, não fosse o 4º Exército Prussiano ficar livre da guerra da Rússia. Assim as dores de cabeça começavam a ficar insuportáveis.

Fim de 1942 e as pontuações continuaram semelhantes, com menos 1-2 pontos para a França.


Com 2 Exércitos estacionados na Frente da Prússia e com 4 Exércitos Prussianos a caminho as coisas não se anteviam fáceis. Na frente Franco-Holandesa as coisas também não estavam fáceis para o Exercito Pragmático, que após uns quantos ataques iniciais que correram bem, estava aos poucos a ser dizimado pelo Francês. Valia que os Bávaros e o Francês estavam a ser encurralados na "pobre" Baviera. Foi aí que de repente apareceu o Saxão. Aquele pequeno exército que tinha estado parado começou a sair da casca. Sem ter gasto cartas e com os eventos políticos a não saírem, o Exercito continuava às ordens da Prússia e agora com algum poder. De repente as 3 frentes (que deveriam ser apenas 2) estavam activas e a atrapalhar a Maria Teresa.

Felizmente a meio de 1743 um evento político provoca que a Prússia regresse à guerra com a Russia, libertando um pouco a pressão da Áustria. Num movimento arrojado o Exercito da Saxónia chega a Brunn (para quem não conhece a Geografia... é tipo... do outro lado do mapa), mas isso causou que o seu comboio de Supply fosse apanhado, o que fez com que o Exercito definhasse até à morte. Duas frentes já foram. Entretanto o Exercito Bávaro é puxado até à exaustão e começa a quebrar. Está tudo bem para a Maria... mas, no outro mapa a França começou a bater forte e feio no Exercito Pragmático, e no final de 1943 está a apenas 2 pontos da vitória final.

Em 1974 o Exercito Austríaco na Holanda entra em acção, vendo que o Exercito Pragmático não dá conta do recado e coloca-se estrategicamente de forma a defender 2 fortes. O verão de 1744 é palco de uma batalha sangrenta onde o Francês tenta a todo custo colocar a sua última ficha. Nesta batalha decide-se o jogo, sendo que o Exercito Francês é enviado para casa de uma forma inglória pelo General Arenberg. No outro lado do Império, um avanço final da Prússia provoca a perda do seu único comboio de supply, o que provoca o regresso a casa de todos os exércitos da Prússia. No Outono o Francês ainda tenta outro ataque apenas para provocar a última carnificina entre o seu Exército. Chegado o Inverno de 1974 faz-se a contagem do pontos.

Pontuação final:
Áustria - 13
França - 17
Prússia - 30
Exercito Pragmático - 23.



Maria Teresa conseguiu poupar o seu Império das garras dos seus vizinhos.

Hoje dia da mulher, fica aqui provado que elas são fortes... e que guardam a sua riqueza com tudo o que têm à mão.
Grande jogo. Estou ansioso por repetir esta experiência. Agora com outra nação.
Até à próxima.

PS:
Sugestão, para a próxima rodamos anticlockwise. O Nuno joga com os vermelhos (França). Eu faço de esquizofrenico e o Paulo faz de gaja :P

6 comentário(s):

soledade disse...

Foi um jogo épico com uma batalha histórica às portas de Bergen, numa jogada kamikaze.

Uma Prússia demasiado irrelevante e inócua que nem sequer anexou a Silésia e ainda por cima perdeu a Bavaria para os austríacos fazerem e desfazerem conforme entendessem.

Nunca tinha visto um Friedrich tão maricas. É o que dá a esquizofrenia...

Grande jogo!

Tiago Duarte disse...

Aqui está um jogo que ainda só joguei uma vez, onde me fartei de levar porrada devido em grande parte à minha inexperiência neste tipo de jogos, mas que gostei bastante e que estou desde essa altura com muita vontade de o voltar a jogar.

soledade disse...

Onde se lê Bavária leia-se Saxónia!

Costa disse...

Eu também quero jogar isso :)

BrainStorm disse...

O jogo é realmente optimo. Passaram 4,5 horas a voar. Nem se dá por isso.

Acho que isto é o melhor que se pode dizer dum jogo.

Unknown disse...

O jogo é MUITO bom, sem dúvida.
Esta sessão teve alguns constrangimentos de naipes nas cartas que permitiram (devido à minha total inexperiêcia) ser completamente manipulado pelos branquelas...

Eu até gostei do jogo, bati nos franceses, o que consegui... não é que eles vieram com todos para o meu lado do mapa...

Pera aí que não foi bem assim...

Lá tás tu a meter-te...

Mau...

MARIA.

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