Foi, portanto logo desde tenra idade que começou a crescer nele uma grande revolta.
Na adolescência foi enviado pelo pai, Marcus Sénior, para aprender a arte da guerra e do discurso com os gregos. Quando regressou vinha com ideias novas e decidiu começar a expandir as relações da sua família, os Brutii.
Foi aquando da entrada de Marcus na cena política, assumindo o lugar de seu pai entretanto falecido, que começaram a surgiu algumas correntes em Roma. A libertação dos escravos foi talvez uma das mais relevantes, mas não só. Foi instituído uma nova figura, onde as famílias mais poderosas poderiam ir pedir um favor ao Imperador.
Isto ocorria de tempos a tempos na Basílica. A corrupção instalou-se no Império e o Capitólio já não era um local de culto, mas sim, um sítio onde se corrompiam personagens para que alguns objectivos pessoais ultrapassassem os do Império.
Em todos os lugares existiam Brutii. E assim Marcus podia começar a aproveitar essas posições para ir ganhando preponderância na sociedade Romana.
Alguns lugares eram-lhe interditos, como por exemplo as Termas ou o Átrio, mas outros havia onde se movimentava como peixe em água.
Este domínio crescente causou-lhe alguns dissabores, mas os seus agentes conseguiam infiltrar-se em todos os cargos.
Dominar algumas das 7 facções que existiam em Roma era uma tarefa nem sempre árdua, especialmente nos primeiros tempos. Recrutar pessoas era também uma tarefa simples. O Fórum, a Cúria ou mesmo as Catacumbas estavam sempre cheios de pessoas com vontade de se aliar aos Brutii. Como os métodos não eram os mais convencionais, apenas a ralé se juntava às suas hostes, mas para Marcus isso não era um problema, pois preferia a quantidade e diversidade à qualidade.
O dinheiro com que os seus planos eram executados provinha dos sítios mais obscuros e por métodos pouco recomendáveis. Uns cobres roubados na caixa comum, o que se ia encontrando na Latrina. Para Marcus, um tostão é um tostão e a proveniência não era importante. Os seus métodos permitiam-lhe trocar escravos por cidadãos de Roma. Escravos esses, que mais tarde lhe davam títulos de Patrono ao libertá-los num espectáculo que tinha tanto de grandioso como de falso. Esta era apenas uma das muitas formas que tinha para conseguir levar a água ao seu moinho.
O seu amigo de infância, Julius Caesar sem nada desconfiar chegou mesmo a atribuir-lhe a capacidade de vetar algumas da leis aprovadas no Senado, o que provocou bastante desconforto entre as outras famílias.
Tudo isto junto foi orquestrado de tal forma que apesar de se movimentar de um modo diferente de todos os outros, Marcus continuava igual entre iguais em Roma. Apesar dos objectivos de Marcus serem iguais aos das outras famílias a forma como os obtinha era em tudo diferente.

Isto tudo para que a 15 de Março de 44 (AC), Marcus enquanto saia da Basílica com Julius Caesar perpetrasse um dos assassinatos (arte em que também era especialista) mais badalados durante todo o período do Império Romano.
Uma faca nas costas do Imperador, que apenas conseguiu proferir as já célebres palavras: “Até tu Brutus”.
Palavras menos conhecidas da população em geral são as que Marcus proferiu em resposta… “Sim, até eu… e quem é que vai à baliza agora, quem é, quem é?... À pois é. Agora não me mandas a mim, pois não.”
Valor da Expansão: 14/20
Valor da variante Brutii: 8/20.
Opinião pessoal:
É giro jogar como Brutii, mas bastante ingrato. Ficamos só com as sobras. As poucas acções que temos e a forma aleatória quando são executadas podem tramar o nosso jogo. Além disso esta personagem vem trazer aleatoriedade ao jogo dos outros. Estranho.
Agora se falarmos em apenas criatividade e na forma como o criador conseguiu introduzir uma personagem que joga de maneira diferente de todos os outros 4-5 jogadores e mesmo assim o jogo é/parece ser equilibrado. Aí tenho que dar o braço a torcer. Brilhante.
Esquecendo agora a variante Brutii, o novo tabuleiro e cartas vêm criar ainda mais opções a um jogo já de si cheio delas. Pareceu-me uma boa adição.

PS: Para quem não percebeu, isto é uma tentativa de crítica à expansão do Tribune.


7 comentário(s):
Lá para a centésima jogatana de Tribune talvez eu deixe de perguntar: "e aqui, o que é que acontece?"
Muito boa lição de história...
Quanto à expansão introduz elementos novos ao jogo:
- Equilibra-o com os novos edifícios e suas habilidades (condições de vitória). Muito bem desenvolvidos...
- Torna-o (com o jogador "Bruto") um pouco mais caótico. Divertido e desafiante para quem experimenta jogar desse lado, mas mais aleatório e pouco intuitivo para quem vê jogar...
Ainda assim, vale a pena...
Muito boa a review.
É um daqueles casos em que o produto final é realmente bom mas o conjunto de produto final/jogar o produto final fica um pouco aquém. A forma como a família nova é introduzida no jogo com muita suplesse e cagança é brilhante. Fica na listagem das melhores expansões que eu conheço (não sou especialista).
Quanto ao jogo melhorar ou não com os Bruti, não tenho a certeza. Se se procurar algo mais caótico, melhora. Se se quiser controlar melhor a coisa, como de costume, então jogue-se à antiga.
Uma coisa é certa: o jogo fica completamente diferente apesar de tudo ser igual! E aí é brilhante.
PS: O blog está torcido ou é impressão minha?!
Excelente artigo com uma escrita solta que dá gosto ler. Grande lição histórica.
Ainda não experimentei sequer o jogo base, mas tenciono fazê-lo em breve.
Fazes bem dugy. O jogo é muito bom e equilibrado.
A expansão e a variante Brutii vêm trazer ao jogo mais um elemento, talvez estranho, para quem gosta de controlar tudo, mas como disse o Paulo, quem gostar de uma sessão um pouco mais caótica, sem o ser muito, então é uma boa opção.
Gostei muito da review.
Gostei o suficiente da expansão.
Gostei pouco da variante.
E acho que nunca vou deixar de gostar de alheiras com batata frita e um ovo estrelado a cavalo...
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duck life 3
vex 3
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