Prefiro a designação “imaginário” a “tema” e este top é capaz de ajudar a perceber porquê.
Já todos teremos sonhado criar um jogo e é natural que o primeiro pensamento ocorrido se relacione com uma determinada época, história ou ambiente que gostaríamos de poder “viver” num jogo.
Pois este top é sobre aqueles imaginários que eu, por uma razão ou por outra, dificilmente casaria com um jogo de tabuleiro.
Não se trata de nomear aversões a temas mas sim de escolher aqueles jogos que, de entre os mais conhecidos, jogados ou não, se apresentam com um imaginário para mim pouco provável.
1 – Carson City. O velho far-west é um imaginário tão forte, tão formatado por filmes e banda desenhada, que eu nunca o poria num tabuleiro!
2 – Dungeon Lords. Um jogo sobre masmorras e o fantasioso mundo que, pelos vistos, é possível associar-lhes, não lembra a ninguém. Ou melhor, não me lembraria a mim.
3 – Mr. Jack. Mito ou realidade, a verdade é que parece que estas temáticas colhem muitos adeptos. Mas eu, se me tentar imaginar naquele cenário, não sinto qualquer afinidade ou entusiasmo.
4 – Reef Encounter. Corais! Peixinhos! Algas e águas límpidas?! E depois? O jogo pode até ser bom, mas o tema nem em filmes ou livros…
5 – Fresco. Até se joga e até me consigo pensar naqueles ambientes medievais ou renascentistas. Pôr isso num jogo de tabuleiro como tema, “tout court”, é que é pedir muito…


8 comentário(s):
Realmente alguns desses temas não lembram ao diabo. E, já agora, quais seriam os temas que porias em cima da mesa? Ou fica para outro top? ;)
Com certeza temas que eu NUNCA imaginaria num jogo:
- Die Marcher : Parlamento alemão?!? fala sério... hehehehe
- God's Playground : História da Polônia através dos tempos?!?
- Pandemic : Infestação mundial de doenças definitvamente não seria uma opção...
Assim que "sopetão" é o que eu lembro... abraços...
É impressionantee a quantidade de temas(ambientes) absurdos que dão bons jogos: Last Train to Wensleydale (queijo e comboios)?!
Eu acho que tudo o que tenha a ver com o fantástico, ficção científica e afins são, para mim, os piores ambientes. E tenho-me apercebido que é essencial gostar do tema para gostar do jogo. Acontece quase sempre eu não gostar nada. Acho que dos poucos que eu admito gostar um pouquinho é o Dungeon Lords.
E repito a pergunta (o repto) do Inácio: os temas escolhidos são...
Os meus temas de eleição darão outro top sim.
Ficção cientifica e imaginários fantaiosos não fazem o meu género e é como dizes, Paulo, influenciam muitíssimo na apreciação do jogo.
Mas admito que o "espaço" ou "o senhor dos anéis" funcionem como cenário para jogos. Assim como admito que as catástrofes também dão jeito (Taluva, Pandemic, Pompeia, etc).
Talvez que jogando os jogos eu perceba como é que se pode meter o far-west num tabuleiro ou despertar interesse à volta dum recife de corais...
Confesso que sou fã de temas diferentes, por isso sempre que encontro uma coisa do "camandro" tento arranjar o jogo (geralmente os
jogos não prestam)...
Exemplos:
Deluxe Camping - jogo sobre campismo, férias, auto caravanas, gelados e chatos...
Venezia- Jogo sobre pombos e como defecar em cima de humanos...
Die Dolmengötter - um jogo sobre dolmens e duendes que viajam no tempo...
and so on...
Por isso é que há tantos amantes dos abstractos...
E um jogo sobre a eleição americana de 1960...o que nos interessa??? 1960:Making the President...baita jogo...jogaço...
Bom top. Eu não sou assim tão esquisito, acho que todos os temas podem dar um jogo, bom ou mau não sei, mas há em todo o lado um potencial mecânica para se idealizar um jogo. A minha avô a apanhar ameixas, o cão do vizinho a ladrar a noite toda, o mecânico a inventar problemas no meu carro... eu sei, já estão todos a imaginar o mesmo que eu, um jogaço, digo-vos... agora só falta é imaginar como!!
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