Dia 1
Decidimos revisitar o In the shadow of the emperor. O Nuno ainda não tinha tinha jogado, e a recuperação do Costa permitiu-nos voltar a jogar este jogo mais uma vez. Tinhamos uma única experiência de jogo, e este estava nas nossas mentes como uma boa opção.
Após uma breve revisão/explicação das regras atirámo-nos a ele como se não houvesse amanhã.
Tabuleiro montado e ... A sorte decidiu que seria o Soledade o 1º Imperador.
O Costa e eu decidimos optar por uma estratégia inicial de construção de cidades (estratégia essa que se revelou desastrosa). O dinheiro no inicio não abunda e gastar 4 para construir uma cidade acaba por fazer mossa.
No final do 1º turno existem algumas regiões com empates. Na segunda região, um empate entre o Costa e o Nuno é decidido, muito ao estilo do Paulo - make love not war - aleatoriamente, e mais dois empates são decididos a favor do Paulo, ou não fora ele o Imperador. Eu optei por retirar a carta eleição. Sabendo que o Paulo tinha direito a 6 votos, nada havia a fazer, mas pelo menos poderia votar nele e ganhar 1 ponto de vitória, isto tudo até o Costa dizer que eu não poderia votar nele, sendo obrigado a votar em mim... Onde está a liberdade de expressão e o direito de voto?!?! Aparentemente eram coisas que não existiam na Alemanha durante a idade média.
Assim sendo, o Paulo foi eleito o Imperador para o segundo turno com uma esmagadora maioria.
O jogo prosseguiu sem grandes desenvolvimentos até à eleição do 2º turno. Aí pairou sobre a mesa um sentimento de devá-vú...
Ponto de situação: As coisas estão mais equilibradas. Paulo tem direito a 3 votos eu tenho direito a 1 e escolhi a carta de eleição. O Costa tem direito a 2 votos e o Nuno a 1. O Paulo vai na frente destacado. Todos desejam que o Paulo seja destronado... todos excepto um... O Nuno. Eu sabia que com os votos deles seria escolhido para novo Imperador, averbando 2 pontos de vitória e o direito a colocar uma cidade imperial. Contra todas as expectativas, sondagens, etc... o Nuno decide cavar ainda mais o fosso entre nós e o Paulo, dando-lhe o seu voto. A moral do povo veio abaixo.
Finalmente ao 4º turno lá consegui ganhar o lugar de imperador. O jogo seguiu sem grandes desenvolvimentos e arrastou-se penosamente até ao final.
O 1º lugar foi do Paulo, ficando o Nuno em 2º eu em 3º e o último lugar ficou reservado para o Costa.
A vantagem inicial que o Paulo conseguiu obter foi impossível de recuperar. A falta de memória levou a alguns erros estratégicos, nomeadamente a compra de cidades no inicio do jogo. No inicio do jogo o dinheiro é escasso, enquanto no final sobra... o que permite a compra de cidades mais desafogadamente neste altura do jogo. Não quer dizer que não se compre uma ou outra no primeiro ou segunto turno, mas não se devem comprar cidades nos 3 primeiros turnos. Neste ponto a estratégia do Paulo revelou-se a mais adequada e daí ele ter sido o justo vencedor. Claro que a vantagem de ganhar os desempates, especialmente nos 2 primeiros turnos foi determinante.
O jogo demorou bastante mais tempo do que o que era expectável, o que lhe vale uma redução na nota... 15/20.
Dia 2
Somos apenas 3 e decidimos que iriamos fazer uma sessão mais light.
Começamos com uma novidade: King of the elves
O Nuno mostrou-nos o seu primeiro jogo. Um Alan R. Moon. Uma leitura rápida das regras e lá colocámos as cartas na mesa.
O jogo é simples, as cartas têm uns desenhos engraçados e o motivo é interessante.
Basicamente temos que viajar através de cidades que vamos colocando na mesa. Estas cidades podem ter bonús ou então obstáculos que dificultam a passagem por lá. Cada cidade dá uma determinada quantia em dinheiro e a visita completa a todas as cidades dá um bónus extra.
O jogo é todo jogado através de cartas e a sorte tem bastante influência, mas uma boa gestão da mão é fundamental para o sucesso.
Como fomos apenas 3 jogadores, o jogo teve a duração de 3 turnos. Sem grande sorte, mas com uma gestão adequada da mão, talvez algo que aprendi no Magic, consegui regressar às vitórias... uff..
No primeiro turno o Nuno conseguiu visitar todas as cidades, mas isso fez com que ficasse sem cartas na mão, mas com uma vantagem sobre todos os outros. No segundo turno o foi a minha vez de equilibrar mais as coisas, concluindo todo o percurso.
No 3º turno o Nuno começou por colocar uma ilha na mesa. A cidade que dá mais bónus, mas que é muito dificil de alcançar. Eu também tinha uma na mão, mas esperei o máximo que pude para a colocar na mesa, criando assim um efeito de surpresa, pois eu conseguia viajar até lá. O Nuno mal consegui alcançar a dele, por isso não chegaria certamente à minha. O Paulo, com uma sorte imensa teve sempre as cartas que lhe permitem duplicar o valor das cidades, mas ao invés, não tinha grandes cartas de viagem. No final do turno eu consegui 4 cidades, o Paulo as 2 dele e o Nuno a dele e a minha primeira. Contudo, como eles tinham a carta de duplicar o valor, ganhei pouco mais que eles, mesmo assim o suficiente para ser conhecido com O Rei dos Elfos :D
Nota: 13/20
Após esta experiência decidimos voltar a um dos que começa a ser um dos nossos "semi-fillers" preferidos.. o Taluva.
Após a colocação dos primeiros tiles, as erupções começam a acontecer... O vesúvio pareceria uma criança comparado com aquilo que estava a acontecer nos Parceiros.
Logo após as primeiras erupções o Nuno consegue construir um templo e o Paulo uma torre. Ficou claro que eu estava ali só para fazer número. Apesar disso não desisti. O Paulo continuou na sua senda construtora, e em alguns instantes consegue colocar mais 2 templos, o que lhe deu alguma vantagem e permitiu controlar o jogo. O Nuno numa estratégia arrojada estava a tentar teminar com as suas casas, tentando sempre possivel construir num sitio mais alto... diz que é por causa das vistas. "Daqui quase que se vê o mar", manias. Pero do fim, teve mesmo uma hipótese de ganhar o jogo, mas como que para provar que eu era apenas mais que um número, retirei-lhe a hipótese de ganhar, mesmo sem ter percebido completamente o que estava a fazer. Amor com amor se paga ;)
Com os tiles a aproximarem-se do fim, o Paulo lá conseguiu contruir o seu terceiro templo, isto quando já tinha 2 torres na mesa.
O título ficou bem entregue (como facilmente se pode observar pelo ar de desprezo do Paulo, como quem diz... Pfff, quando começaste a erupcionar já eu comia broa há muito tempo). Um jogo a refazer mais vezes, está cada vez mais interessante.
Finalmente.... uma dose dupla de Yspahan, o jogo que nos conquistou.
Este não tem nada que saber. 9 a 12 dados na mão, e como diz o povo... em terreno deserto quem tem camelos é rei. Dito isto, já ninguém deve continuar a ler, mas...
Eu estava apostado em tentar usar a caravana. Se o Sebastien colocou aquilo no jogo, alguma utilidade deve ter.
No primeiro jogo apesar de ter colocado lá alguns (2) materias, a caravana não arrancou do seu lugar. Com isto, o Paulo acabaou por ganhar o jogo... também quem consegue tirar 6 dados com o mesmo número tem que ter algum mérito, não é tudo sorte.
No segundo jogo, a minha estratégia manteve-se. Vou para a caravana... e lá está, consegui colocar lá mais uma vez 2 blocos, pode parecer igual ao jogo anterior, mas não é, pois desta vez eu ganhei. Eu bem me parecia que aquilo é fundamental. Neste jogo o Nuno optou por uma estratégia diferente. Primeiro desenvolveu tudo e só depois disso foi para o terreno, numa estratégia muito ao estilo nórdico, mas que aparentemente no deserto não tem grande sucesso. Apesar de ter conseguido os mesmo pontos que chegaram ao Paulo para vencer no primeiro jogo, neste acabou por ficar no "seu" 2º lugar. A minha estratégia de usar a caravana revelou-se acertada... ou então tive apenas mais sorte aos dados.
Resumindo: Foi um belo fim de semana. A conclusão é que o jogador "platónico" não será assim tão platónico e talvez tenha tomado o gosto das vitórias... muito ao estilo M. United... e o Chelsea realmente está numa má fase, mas em vias de recuperação. O Eterno segundo é que parece que já não é assim tão eterno, e afinal não passa de um fiasco, muito ao estilo de um Watford.


11 comentário(s):
Pois é! Eu bem te disse que a diferença está no dinheiro... quem tem toca guitarra. Independentemente da jogada (voto) mais estúpido do mundo. heheheh
E eu sou o kaiser. Mini kaiser. Porque ainda me falta o título de Die Macher. Mas não tarda.
Consigo fazer melhor:
Para a próxima faço um jogada ainda mais estúpida... tiro três gajos do jogo com um simples voto...e ... sem querer...
Não gostei assim tanto do jogo, talvez tivesse demasiadas expectativas, ainda assim um Bom +
DIzes isso porque ainda és novo e o mundo ainda é um grande mistério para ti. Porque este é, indiscutivelmente, um grande jogo.
Um pouco longo? É, sim senhor!
Complexo? Muito!
Mas é estimulante, inteligente e corrosivo. É um brain burner dos diabos, cheio de sub-mecanismos originais e brilhantes.
Eu gosto à brava deste jogo...
#2
jogo muito maneirinho...
Entretido...
Para a próxima ganho...
2 a 6 jogadores, rápido, fácil de transportar...
Ok. Nao sei do que estão a falar.
Mas sei que no proximo fds ai estarei (caso haja), pois para além de ser a minha vez de sair, vou tomar 10 cafés para não ficar com sono na hora H.
A estratégia está montada, não a hipotese de falhar!
O jogo não é bem o meu estilo. Faço um bocado as coisas por intuição e menos porque percebo porque é que as estou a fazer. Pelo menos as pontuações são simples. Acho eu.
Um filler um pouco demorado que não pode (mesmo) ter downtime.
nota:6
#3
Manifesto anti-dantas(aka Brainstorm):
-Be afraid be very afraid...
ps- Vê se ganhas um liberté...
I'm SOOOOOOOOO scared
#4 (vulgo as fotos)
Amarelas !?!?
E o bom gosto? hum?
Pose de vitória já tenho... agora só me falta vencer...
Realmente as fotos ficaram amarelas. Deve ser da lâmpada. Ou então é fome de vitória. Bem, se fôr fome de vitória, o responsável não sou eu. É que eu estou gordinho de vitórias. :P
Estão amarelas por causa da lâmpada, e eu não usei flash... da próxima vez uso o flash, só que depois n se queixem que estão muito brancos :P
Se fossem apanhar sol em vez de estarem enfiados numa sala a jogar board games ficavam mais escurinhos ;)
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