22/01/2007

Power Grid, session report

Apetece-me sempre começar uma session review, quando ganho o jogo em causa, com um GANHEI. O facto de ganhar não trás, por si só, nada de muito relevante. A única coisa que me põe a tratar as minhas vitórias com tamanha relevância e prepotência, são os meu adversários. Eles têm a mania. Para contrariar esse terrível hábito dos meus parceiros de jogo, vou começar este post com uma declaração relevante: GANHEI.
Todos sentíamos saudades de jogar Power Grid. Havia quase um ano que não lhe pegávamos, com a agravante de, até então, não termos feito mais de 3 ou 4 jogos. Andávamos sempre à cata de quorum que tornasse o jogo para lá de razoável. Nomeadamente, 5 jogadores. Nesta sexta-feira, com as estrelas alinhadas, tínhamos conseguido o número pretendido.
A primeira má notícia surgiu com uma baixa. O Luís, com uma alteração estelar de última hora, não pôde aparecer, guardando a sessão de jogatina para o sábado, abandonando a primeira intenção.
Mas a tensão para voltar ao jogo era tão grande que, mesmo assim, resolvemos assumir o risco de jogar o Power Grid. Limpámos as lágrimas pela ausência temporária do Luis, cada um as suas, obviamente, e seguimos o caminho que nos levava aquela mítica caixa verde, do meu coração, a minha primeira compra intencional de um eurogame.
Eu (Soledade), o Costa, o Carlos (Brainstorm) e o Nuno (#nbs#). Depois do refresh de cinco minutos das regras partimos para o primeiro leilão. Normal. Cada um consegue a sua primeira power plant, o Costa e o Nuno com duas casas passíveis de ser alimentadas e eu e o Carlos, apenas uma.

O Nuno atónito com a minha qualidade de jogo. Ou então era da cerveja...

No segundo leilão o acontecimento que, provavelmente, decidiu o jogo. O leilão começou normalmente, com muitas e apetecíveis centrais de energia no mercado de futuros, que deixavam todos os jogadores com água na boca e a perguntarem-se - será que esta ou aquela vão descer para eu as poder comprar?
Num assombro de sorte eu, o último a jogar, deixei os leilões correrem até ao fim e, depois de todos terem comprado uma power plant, tive a chamada "sorte do refill". Caiu para o mercado actual a power plant 26. Maravilha. Caiu-me no colo, logo no início do jogo e somente por 26€, uma power plant de 2 recursos com a possibilidade de alimentar 5 casas. Espectáculo. Daí para a frente foi só uma questão de ir gerindo os leilões e a construção de casas da melhor forma e aguardar o timing certo para a estocada final.
Na fase final do jogo, apenas eu e o Carlos tínhamos a possibilidade de alimentar as 17 cidades que nos permitissem vencer o jogo. Apesar disso, e numa estratégia arrojada, o Nuno tentou, num turno anterior, chegar às 17 casas e alimentar as suas 14 possíveis e, com isso, causar o final do jogo e vencendo. Vencia porque, naquela fase, poderia ser ele o que mais cidades conseguiria alimentar. Porém a estratégia não resultou, o dinheiro não chegou para construir a 17ª casa e, com isso, ficou arredado do jogo. A vitória agora estava nas mãos do Carlos ou nas minhas. No penúltimo turno, com o Carlos a ultrapassar-me na construção de casas optei por, com o objectivo de ser o último a jogar, não construir casa alguma e ficar com somente 10 casas, mas muito dinheiro, contra 12 do Carlos e muito menos dinheiro.
Aqui a estratégia revelou-se acertada. Consegui comprar os materiais que precisava, construí as minhas sete casas restantes e alimentei-as todas. Foi um fogo de artifício de inteligência. Um exemplo de táctica de excelência que, sem dúvida, irá fazer escola. E como a humildade é apanágio do que considero essencial no carácter humano, não irei tecer mais comentários à minha brilhante, extraordinária, superlativa, magnânima capacidade cognitiva.

O Costa e o Carlos impressionados (reparem na indignação do Carlos). "Parece que nunca jogámos isto comparado com a inteligência do Paulo"

Como resultado final ficou a sensação de preenchimento que só um grande jogo, divertido e com várias fases de jogo, muito interactivo mas pouco destrutivo, consegue fazer.

Um experiência a repetir e com uma nota de simpatia para com todos aqueles que partilham a mesa com este colosso de vitórias esmagadoras (eu), por serem tão bons a apreciar as minhas qualidades técnico-tácticas e por, com tanta verdade, beberem desta fonte de conhecimento. São eles que valorizam as minhas vitórias.

11 comentário(s):

BrainStorm disse...

Tenho que reconhecer que é para mim uma honra enorma conhecer alguém tão modesto como sua excelência... ou direi melhor a inteligência em forma humana?

Um fim-de-semana inteiro onde a sorte se sobrepôs à estratégia. Tivera eu a "caga" da 26 e o jogo estaria ganho há muito. Reconheço que foi importante e diria até inteligente colocares-te em último para depois seres o primeiro a construir... sim, é verdade reconheço, mas fora eu a ter a referida sorte, e nem dessa jogada precisaria. Como é que alguém com tamanha sorte não consegue desiquilibrar mais o jogo ainda? Falta de estratégia... quem sabe?

soledade disse...

Desafio-te para um mano a mano. Tu com a 26 e eu com a 25. A ver quem ganha!!!

Ah! É verdade, vejam se dão mais luta da próxima vez porque, senão, fica chato. Já ganho há tantos fins de semana...

BrainStorm disse...

Num jogo a sério... tipo king of the elves, ou mesmo no citadels... aí sim, viu-se quem tem estratégia e domina a mesa. Agora em jogos dominados por pura sorte... aí não consigo rivalizar.

Unknown disse...

És um alvo a abater.
Tal como arrumei com o Carlos, tu também sucumbirás ao poder do "eterno segundo" !
ahahahahahahah...

ps- Nunca invadas a Rússia...

Hugo Carvalho disse...

918450337Os meus parabéns paulo!
Pá, mas deixa-me que te diga, que pela quantidade de garrafas de cerveja que vi nas fotos, parece-me natural que a vitoria te sorria!
Mas eu quero ver é para a semana se vais ter razão para sorrir!
Isso é que eu quero ver!

Azulantas disse...

agfTambém tive a oportunidade de jogar Power Grid a semana passada. Foi um 5-player onde acabei em terceiro porque acabei por não ter como alimentar as minhas 15 cidades.

Ainda não domino a estratégia dos leilões como o Mestre Paulo (foi a primeira vez que joguei, note-se.)

É um grande jogo mas quer-me parecer que lhe falta qualquer coisa... qualquer coisa que, por faltar, impede que se torne num jogo soberbo. Ainda não descobri o que é, mas hei-de jogar mais vezes para perceber o que é que lhe falta.

Anónimo disse...

Pobre Costa, vocês já lhe andam a dar cabelos brancos!

Até pra semana! :)

Costa disse...

"No comments" por indicação do meu advogado...

Rui "+surf" Conde disse...

Adoro este jogo... Sinto mm q sou um gde empresario qdo o estou a jogar, já vi alguns comentarios no BGG em q gamers acham estupido usar o dinheiro, preferem apenas usar papel e caneta, pode até ser + rápido, mas eu adoro o dinheiro, sinto q pago alguma coisa e qdo recebo algum sinto apostei e lucrei... Acho q é um jogo q requer tempo para ser dominado, mas uma coisa já aconteceu cmgo, + q uma vez, 2 jogadores estão a jogar mto bem, mas, esbarram um no outro geograficamente, acontece então q um outro jogador, q até nem estava a fazer nada de mto especial, acaba por ter caminho livre para a vitoria, na medida em q os seus custos de construção são mto inferiores... Isto, vem dar + e + importancia a escolha inicial de construção, depois de termos jogado bem, descobrir q n ganhamos pq a nossa 1ª construção comprometeu... Dói um pouco. Podemos até escolher bem, mas alguem construi mto perto, vai dar no mm, por vezes é frustrante. No entanto, é dos meus jogos preferidos, so ha um q me faz sentir + empresario q este, o mto velhinho mas adoravel e simples, Acquire.

Unknown disse...

Lembrei-me agora... Sábado não vai haver cerveja e queijo?!?!?!? como vou sobreviver???? já alguém pensou nisso? hum?


ps-É preciso levar o meu Liberté ?

soledade disse...

#Hugo
Acho que tens razão. Não posso deixar acabar a cerveja. :)

#hmocc
Repete o jogo. Eu acho que o Power Grid, às vezes, pode ser um jogo que não resulta tão bem. Também não sei porquê mas acho que tem que ver com as power plants que saem, ou não, e em que altura. Este jogo que nós fizemos acabou por ser muito entretido mas houve outros que não resultaram tão bem.

#Rui Conde
Acho que as notas, em termos de produção, são o menos bem conseguido do jogo mas, ainda assim, não conseguiria jogar sem elas. Em relação ao posicionamento das casas já optei por duas estratégias. Começar por uma área mais barata para depois ir estendendo ou começar por uma região mais cara e, depois, com os custos de construção de casas mais elevados, conseguir minimizar os danos pagando caminhos mais baratos. Acho que a primeira resulta melhor porque, no início, temos muito menos dinheiro. Mas é verdade que, se houver alguém a embirrar na mesma zona, outro pode sair beneficiado.

@#nbs#
Vais ter de levar soro.
Acho que não é preciso levares o Liberté. A não ser que o queiras provar.

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