| Jogo | RJ | Mec | Prod | Tema | T/D | Total |
| Imperial | 2,64 | 3,60 | 3,15 | 2,75 | 3,88 | 16,01 |
| Perikles | 1,89 | 2,65 | 2,35 | 3,20 | 3,56 | 13,65 |
| Shogun | 2,14 | 3,10 | 3,70 | 3,65 | 3,25 | 15,84 |
Comentários...
"Imperial foi a minha primeira escolha. Não tendo entrado, logo à partida, para concorrer directamente como Jogo do Ano, deixei-o pousar e percebi que ali estava um jogo do catano! Muito denso, todas as decisões de todos os jogadores de todos os turnos estão intrinsecamente ligadas. E tudo isto baseado em 0% de sorte. Aleatoriedade existe, sobretudo se pensarmos na forma como os acontecimentos se vão desenrolando. Apercebemo-nos que a(s) jogada(s) dos nossos adversários podem trazer algo favorável, ou não, para a nossa estratégia. Mas todos podem conseguir facilitar essa estratégia.
O rondel, essa maravilha de mecânica só suplantada pela torre do Shogun (Wallenstein), tem de ser muito bem trabalhado para se atingir os melhores resultados mas nunca (sublinho nunca), se conseguirá encontrar uma estratégia decorada que consiga sair sempre vencedora. A não ser que joguemos contra test dummies.
Sem dúvida, o melhor do ano"
Paulo Soledade
"Longe vai o tempo em que eu jogava RISCO e já nesse período de ignorância eu fugia a sete pés da Europa. Tinha muitas fronteiras e era virtualmente impossível de defender. Meia dúzia de anos depois, já longe da obscuridade volto a cruzar-me com um jogo, muito diferente do anterior, mas com um mesmo denominador comum, a impossibilidade de me defender numa Europa constantemente saqueada pelos poderes invisíveis dos grandes magnatas. IMPERIAL é esse jogo, um brilhante design de Mac Gerdts que eleva a um novo patamar os jogos de estratégia politico-militar. O jogo é denso, pesado e de difícil digestão. Exige aos jogadores uma atenção e astúcia ímpares. IMPERIAL é claramente um peso-pesado.
Apesar de não ter sido uma das minhas primeiras escolhas para esta votação, é um jogo que surge colocado no meu top10 para 2007. Não ganhou o meu preferido, mas ganhou um justo vencedor."Luis Costa
"O jogo do ano é atribuído por 4 pessoas. Aliás neste caso três... ou duas... questão de maioria, de democracia... de representação, de intriga política, de guerra, cidades estado... mas não vamos por aí. Quem foi o jogador do ano ? Simão Sabrosa ! nem mais... aqui no blog ninguém apostou no Moutinho, no Liedson ou até no Quaresma ou Lucho...
É óbvio que o Imperial é um bom jogo.
-Tem um bom nome:
Imperial ! (nada como Shogun ou Perikles - péssimos nomes)
-Tem componentes muito bons (acções-dinheiro-madeira e mais madeira... impressionante)
-Dura cerca de meia eternidade (fantástico para quem gosta de fumar charutos)
-O tema é uma pérola:
Alguém que controla acções de países de forma a controlar o governo e os destinos de uma nação. Os mais facciosos chamam-lhe "lobyistas" - vai um bocadinho de cuspo para ver se cola?
-Os jogadores que controlam umas nações têm que atacar outras e não podem controlar outras de forma ao jogo resultar... esquisito? passo a dar a explicação que os iluminados me deram:
A Áustria e a Rússia na mesma mão são têm que ser combatidas pela Alemanha e Itália. (a Alemanha e a Rússia também chega para ganhar...)
A Inglaterra e a França entretêm-se a olhar uma para a outra. - hummmm... cheira-me a esturro ...
-Tem uma inovação fantástica e nunca vista:
O rondel (espectacular ver como qualquer jogador experiente consegue percebe-lo e combinar as mesmas 3 acções -por vezes vem a 4ª- ao longo de 4 horas...
- Ah mas tem porraaaadaaaa ! ou então não... pelo menos a mecânica de resolução de combates é original ...
-No fim fica a sensação de equilíbrio no jogo. A distância entre 1º e último nunca ultrapassa a dezena de milhar de milhão.
Mas o Simão é um bom jogador.
Mas o Perikles é melhor... ou Sócrates... ou péle...
Imperial - ou uma forma antikuada de dizer :
Boring !"
Nuno Sentieiro
"Será que este foi o melhor jogo editado em 2006? Na minha opinião e dos tive hipótese de experimentar eu digo que sim. Claro que tínhamos outros candidatos. Shogun, Perikles, BattleLore, apenas para nomear alguns, mas nenhum, na minha opinião chega perto do Imperial.
No Imperial todas as decisões são relevantes. Tudo o que alguém faz tem uma implicação directa no nosso jogo, nem que seja indirectamente. A interacção é elevada ao extremo, apesar do jogo não ter guerra aberta. Claro que nem tudo são rosas. Ficar sem o controlo de 1 país pode ser aborrecido, e ficar a ver os outros jogar sem nada para fazer pode diminuir o interesse pelo jogo, mas isso são riscos que se correm, e que devem ser prevenidos. A guerra é também fundamental no final do jogo, para prevenir as taxations num país à beira da vitória. O jogo é, também, muito cooperativo, e deve ser entendido como tal. Se não existir cooperação, o país que vai à frente, dificilmente será apanhado… mas digam o que disserem, este é um jogo BRUTAL. Pode não ser muito inovador, dizem uns, mas o Rondel aqui funciona muito bem, e não é por ser algo que já foi utilizado antes, que não é original. Pelo menos eu penso assim.
Acho que o prémio está muito bem entregue. Foi a melhor surpresa do ano, e excedeu em muito as minhas expectativas."
Carlos Ferreira



9 comentário(s):
Hurray....
Parabéns pela instituição deste prémio.
É que havendo o SDJ que cobre o mercado familiar alemão, fica o nicho dos Heavy-Games por representar.
É obvia a preferência do júri por este tipo de jogo, dai uma redobrada exigência nos critérios de avaliação.
Estão todos de parabéns, tanto os autores do prémio como os autores do premiado.
Abraços
Boa escolha, comprei o jogo mais ou menos por acaso, pois tenha de mandar vir 2 jogos senão os custos de transporte eram muito altos, li as vossas criticas e lá optei pelo imperial. Era de facto o segundo jogo, pois a ideia era mandar vir o Shogun. A primeira vez que o joguei, apenas a minha mulher, a Sandra, o entendeu logo e a sessão durou 6 horas, mas como fans de heavy games, todos sentimos o mesmo, havia alí muita coisa que tinha ficado por desvendar.
Agora, e depois de meia dúzia de partidas, entrou-me no sangue e é de facto a escolha do ano. Uma boa surpreza para um jogo que comprei só para a abertura do concerto. O Shogun é também sem dúvida um bom segundo lugar.
Parabéns pela escolha e especialmente pelos argumentos escolhidos para que a mesma tenha acontecido.
bons jogos
BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acho que ainda não se percebeu bem a tua ideia Nuno... queres ser um pouco mais explicito?
Ok mr. brainstorm:
Só para ti:
em
3
2
1
cá vai:
...
...
...
A instituição do prémio é uma excelente ideia. Todas as iniciativas decorrentes daí foram muito boas. Mas vendo bem as coisas, acho que devia ser aberta a votação a todos os boardgammer's nacionais... sim bem sei que nem todos jogaram os mesmos jogos... aí é que vinha a minha brilhante ideia:
Txaran: um encontro nacional temático - jogos de 2006(7...)
(ou então não...)
A propósito houve um ácaro qualquer que mudou o header do blogger...
BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!
Desde quando é que te tornaste democrático (e pior) populista?
Já começo a ficar com pena de não termos feito a vontade ao rapaz. Epá, para a próxima temos de o deixar escolher sozinho. Fazer-lhe a vontade era melhor. A democracia precisa de mais jornalistas, isso, está visto. Viva a democracia!
Ou então, sempre que alguma coisa não nos faz a vontade vamos mudar as regras... como por exemplo aquela ideia brilhante (uma pérola de um homem excepcionalmente dotado de razão) de pôr um blog a votar pela nação - "acho que devia ser aberta a votação a todos os boardgammer's nacionais...". É de sublinhar tal grandeza de espírito.
Que maravilha de pensamento. E tudo porque não gostou da escolha.
É que eu já me tinha esquecido que ele era o gajo mais chato do mundo. Ora aí estava uma votação interessante!
- Quem acha o nbs o gajo mais chato do mundo ponha o dedo ao alto.
Eu pus. E foi, exactamente, o dedo que estão a pensar!
Enough about me...
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