16/12/2008

Semáforo

Vermelho: Leader 1 e Heads of State -Ok, primeiro o jogo das bicicletas: produção muito boa, entusiasmo e gargalhadas iniciais... depois: final penoso, arrastado e decepcionante. Demasiado longo, repetitivo, um jogo  onde ou se vai com o pelotão ou não, das duas maneiras fica-se com a sensação de que se pode estar a fazer a necessidade fisiológica nº2 e a gritar "fujo, não fujo" que é igual.  Duas desistências e meia ! Mau.
Depois (e para provar que se pode ir do céu ao inferno em duas semanas) Heads of State. Vermelho, não porque esteja historicamente mal feito (isso está, mas não me incomoda) mas por, jogado a 3, ter  provado ser um joguinho de cartas caótico com bocados de madeira sortidos enfiados numa caixa de cartão. Penoso final de jogo, não é claramente a nossa praia.
Amarelo:Diamonds Club - O jogo tem um sistema de mercado fabuloso. Adorei a mecânica, muito boa produção e detalhes de jogo. Agora o poder e equilíbrio da estratégia das florestas em contrapartida com jogar o chamado "jogo pelo jogo" deixou muitas dúvidas. Volta à mesa para confirmar se está ou não broken, se estiver é uma pena.
Verde: Confucius - A primeira experiência foi demasiado longa, com algumas dúvidas de regras pelo meio e com o jogo a ser muito mal tratado. Apesar disso adorei. Muito bom o mecanismo de prendas, um area control com uma componente temática forte, bem oleadinho (ou polidinho com diz o outro), a deixar opiniões contraditórias, a motivar discussões. Um jogo de levar para casa e dormir e sonhar com ele, para o melhor ou pior, isto é um bom sinal.

11 comentário(s):

Firepigeon disse...

Leader 1, experimentei-o no passado sábado e que espectaculo!! Um jogo a não perder. Tem exactamente as decisões que se imaginam num Tour. Tem esse defeito que é as suas grandes qualidades só virem ao de cima quando se joga em Tour, com várias etapas. Não é para se jogar num sprinter de 45 minutos, é sim um jogão para maratona de 4 ou 5 horas com várias etapas encadeadas!!

Bruno Valério disse...

De todos esses apenas experimentei o Confucius e adorei o jogo. A mecânica dos presentes é muito engraçada e está muito bem pensada.

Tenho curiosidade em relação ao Leader 1

Costa disse...

Eu gostei dos jogos todos. Só não joguei ainda esse HEADS OF STATE.

O LEADER 1 é uma belíssima simulação de ciclismo. Os tempos de saída, a escolha do tipo de ciclista e a forma como cada tipo de terreno influencia cada um destes. Toda uma série de pequenos mecanismos que, no meu entender, simulam bem este desporto.
Ainda não joguei por etapas, mas acredito que seja uma experiência do catano. Bora lá organizar um "tour de france"!!

Quanto ao CONFUCIOUS. O jogo tem potencial para ser um sério candidato a jogo do ano, mas é preciso ainda confirmar isto. Eu tenho de jogar mais uma ou duas vezes, pelo menos.
O jogo é denso, tem um bom tema e bastante interacção, misturando bem a componente táctica com a estratégica. Há alguma originalidade ali presente, sobretudo naquele mecanismo das prendas. E há também muita agonia neste jogo, porque as acções são sempre curtas, muito curtas.
Preciso de ver outra vez a mesa para confirmar o que promete.

DIAMONDS CLUB. Gostei muito. É um jogo ligeiro, um family com alguma pimenta. Os componentes são bons, o tema é giro e tudo funciona muito bem. O mecanismo do mercado é muito bom e oferece ao jogo uma maior profundidade e estratégia. Afinal, lutar para se ser o primeiro a jogar é importante.
Quanto à questão do jogo estar partido, sinceramente não vejo as coisas nesses termos. Aparentemente quem joga para as florestas tem mais condições para ganhar, mas só se mais ninguém o fizer. "Jogar o jogo pelo jogo", desculpa Nuno, mas não percebi esta frase. Jogar para as florestas, é, no meu entender, jogar o jogo pelo jogo. Já que o jogo me possibilita jogar para construir vários tipos de infra-estruturas, entre elas as florestas, não percebo porque não estou a jogar o jogo pelo jogo, se optar por este caminho.
Não creio que o jogo esteja partido por causa disto.

FELIZ NATAL!!

soledade disse...

Eu concordo com o vermelho do Leader 1. Percebo que quem goste de corridas goste deste jogo. O jogo é bonitinho. Mas achei-o terrivelmente chato. Chato até à morte. Um vermelho muito carregado, esta experiência. Pode ser que, por etapas, seja mais completo, mais divertido e tudo isso mas, jogar aquilo mais tempo?! Porquê se assim já é enfadonho até doer? A minha maior decisão é, no início, se aquele é sprinter o trepador porque, no meio, ou foges do pelotão ou não jogas. E, depois, é ver se consegues não perder a energia toda com os dados a ajudarem. Achei-o mesmo, mesmo, muito chato. Prefiro, de muito longe, o formula dé.
nota: não gosto, nem de fórmula 1, nem de ciclismo. Ou seja, também não ajuda muito à experiência.

O Heads of State, tem um problema grave: é incontrolável. Ou seja, podes fazer tudo bem e isso resultar em nada. Não faz sentido. Aqui está a prova de que se consegue um jogo sem dados, completamente aleatório. Para além disso, o tempo de jogo foi absurdo. O jogo foi muito chato, mesmo. Acho que o melhor ainda é o defeito da imprecisão histórica! :)


O Confucius foi a melhor experiência do fim de semana, também para mim. Um jogo à minha medida, com muitas decisões, difíceis, e com um tempo de jogo condizente com o nível de dificuldade para uma primeira vez. Ou seja, apesar de se ter prolongado por mais tempo que o que deveria, parece (parece) ter um tempo de jogo aceitável. Até agora o meu preferido. E também tem alguma aleatoriedade mas ela não pareceu determinante. É difícil lidar com ela, por vezes, mas não pareceu determinante. Agora, ainda está muito verde a minha opinião sobre o jogo. Preciso de o jogar novamente. Também pareceu um jogo que resulta com, pelo menos, 4 jogadores, nunca menos que isso.

O Diamond's Club é um bom jogo. É intuitivo, joga-se em 60 minutos e está bem esgalhadinho. O sistema de compra é giro, a forma como os desenvolvimentos se conseguem permitem estratégias diferentes. Agora, também fiquei com a sensação que, se tudo no jogo é escolha, ou seja, cada jogador pode seguir a sua estratégia, no caso das florestas, não. Não é uma escolha, é uma obrigatoriedade. Todos os jogadores, para ganharem, têm de pontuar e fazer muitas florestas. Porque são mais fáceis de fazer e porque dão muitos pontos. Mas também não diria que era as florestas contra o "jogo pelo jogo". Acho também que as florestas são o jogo. E naquele que fiz, este de que estou a falar, a distância nas florestas teria desaparecido caso um de nós não tivesse feito os três edifícios que dão os 10 pontos. E isso também é o jogo pelo jogo.

Uma nota ainda para o Oregon, um joguinho simples que eu gosto muito e que se joga a gosto.

PS

haroldun disse...

Compreendo que o Leader 1 possa ser aborrecido para muitos. Eu só o joguei uma vez e houve alturas em que também o achei enfadonho. Mas enquanto simulação está muito bom. Fugiram os trepadores na primeira e única montanha, ganharam um bom avanço e depois acabou-se o gás nas planícies. Foram apanhados pelo pelotão e ganhou inevitavelmente um sprinter. Portanto, boa simulação. Concordo que o jogo só ganhará outra dimensão se jogado por etapas.

Quanto ao Diamonds Club só o joguei uma vez e achei bastante bom, e rapidinho. Mas também fiquei com a clara sensação de que que as florestas estão sobrevalorizadas.

Hugo Carvalho disse...

Bem, destes todos joguei ao Leader 1 e ao Confucius.
E tanto num como noutro discordo da opinião do escriba :)

Aqui vai a minha modesta opinião:
O Leader 1 é a melhor simulação de ciclismo que se pode encontrar no mercado e quem gosta de ciclismo e de todo aquele circo, Leader 1 consegue passar para o tabuleiro todas as experiências e decisões que uma etapa tem. Realmente é mais longo do que estava à espera, mas enfim, é o preço a pagar por uma simulação perfeita deste desporto. Além disso a sorte é um elemento que não tem influência e o que interessa é ter sentido deoportunidade.
Quanto à repetitividade, bem desde que um tipo se esteja a divertir que importa isso? O formula D é um jogo que adoro e também se está sempre a fazer a mesma coisa.
Mas acredito que, para quem não goste de ciclismo, possa não achar tanta piada a estar 4 horas a jogar a leader 1.

Quanto ao Confucius, achei o sistema de trocas de prendas interessante mas pareceu-me que os vários elementos do jogo estão um bocado desgarrados. Metidos para ali à martelada.
Mesmo a luta pelos ministérios achei-a aborrecida, coloca-se o peão deitado, depois levanta-se, depois não se pode põr influencia aqui porque o jogador X te deu uma prenda e depois o jogador y não pode pôr ali porque a prenda é maior do que a que recebeu. É um jogo cerebral, que força a concentração e eu não vou muito à bola com isso. Pareceu-me faltar-lhe ritmo e consistência. Mas é um desafio que leva os jogadores a pensar bastante. Eu não achei nada de especial, mas sou muito suspeito porque qq jogo que exija muita concentração eu não gosto.

BrainStorm disse...

UIIII fim de semana em grande !!!

Enquanto jogavam Diamonds Club eu estava a fazer o jantar.

Os outros 3... Vermelho, Vermelho, Vermelho.

Há dias assim !!!

Não quero acrescentar mais nada.

Hugo Carvalho disse...

E a comida?
Também foi sinal vermelho?

BrainStorm disse...

MUITO VERMELHO !!!

soledade disse...

LOL

Não. Safou-se a comida. O cozinheiro, não, a comida! :P

BrainStorm disse...

A táctica de vos deixar à fome durante mais duas horas surtiu o efeito desejado... Naquela altura solas de sapato já vos iriam parecer bife de vaca :D

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