Schacht nunca me convenceu, os seus desenhos sempre me pareceram um pouco caóticos e abstractos e apenas consegui apreciar o rápido COLORETTO e um curioso HANSA. Por isso, sempre que há minha frente encontro uma caixa de jogo por si desenhada acabo inevitavelmente por torcer o nariz. E PATRICIAN não fugiu à regra. A primeira vez que li sobre este jogo, quase nem lhe liguei, mas aos poucos os comentários positivos que tem colhido acabaram por me convencer a dar-lhe uma segunda oportunidade e assim, li as regras.
Basicamente, PATRICIAN é um area control muito simples e básico. Tão simples e básico que irrita. E irrita porque é bom e por ser tão simples e básico. Cada jogador tem 3 cartas na mão e um conjunto de peças de madeira que encaixam perfeitamente umas em cima das outras e que representam pisos de uma torre. No tabuleiro encontramos abstractamente representadas 9 ou 10 cidades italianas, cada uma delas com espaço para a construção de apenas duas torres. Estas cidades têm um limite máximo de pisos permitidos, que pode ser de 5, 7 ou 9. Ou seja, numa cidade cujo limite é 5, só podem existir duas torres de 3 e 2 pisos respectivamente, ou de 4 e 1 pisos.
As cidades estão identificadas por cores distintas tal como as cartas dos jogadores e um uso astuto destas permite colocar 1 ou 2 pisos nas cidades e com isso ir ganhando influência e maiorias e refrescar a mão com novas cartas. Em cada cidade existem bónus maiores para as torres maiores e quem contribuir com mais pisos para a torre mais alta leva o respectivo bónus. As cartas jogadas podem ou não ter uma imagem de três possíveis figuras da época e que dão pontos extra no fim do jogo se um jogador tiver usado 3 ou múltiplos de 3 destas figuras. Um pormenor curioso, que torna mais complexa a decisão da escolha de cartas a jogar. No fim é só somar pontos e ganha quem tiver mais, claro!
E tudo isto demora 30 minutos ou pouco mais. O jogo é sobretudo um jogo táctico, um jogo de aproveitar oportunidades, mas que deixa espaço para alguma estratégia sobretudo mais para o fim do jogo. É divertido, é estimulante e sobretudo é rápido. Claro que a sorte das cartas é importante, mas não determinante. Eu diria que em PATRICIAN, a sorte das cartas faz parte do universo de caos que Schacht costuma construir em torno dos seus jogos, é a sua marca pessoal.
Claro que neste jogo não há tema, o que aliás também é habitual na sua obra, mas mesmo assim eu gosto muito deste jogo. O jogo pelo jogo vale um 7, mas na categoria dos fillers rápidos e inteligentes, vale um 8 ou mais. Para mim é o meia-leca do ano.Bem produzido e sobretudo bem simples é um jogo que vai andar sempre na caixa de jogos que trago na bagageira do carro e que me acompanha para todo o lado.
O Patrizier é um jogo simples, bem conseguido, com poucas mecânicas e bem "polido". Dá ainda espaço para uma ou outra estratégia mais pesadita tornando-o num filler especial tipo supermercado de aldeia mas dos que vendem tabaco JPS! É um filler requintado, digamos assim.
Quanto ao jogo... é bem engraçadito, para o que é. Se eu tivesse o jogo, e andasse com jogos na bagageira do carro... também o tinha sempre lá (a não ser que o tirasse para jogar, pois na bagageira só dava para jogar 2. Talvez um Aton, que seria outro dos que também andariam sempre na bagageira, e aí sim, esse dava para jogar lá. Acho que acabei de bater o RAP com o maior parêntesis da história)
@Brainstorm, usas os dados mas não é nada desmedido, mesmo numa batalha rodas um dado e nada mais.
Têm de experimentar eu achei um bom jogo, muito temático mas precisa de uns jogos até ser bem jogado e para estarem memorizadas todas as acções que podemos fazer.
10 comentário(s):
O Patrizier é um jogo simples, bem conseguido, com poucas mecânicas e bem "polido". Dá ainda espaço para uma ou outra estratégia mais pesadita tornando-o num filler especial tipo supermercado de aldeia mas dos que vendem tabaco JPS! É um filler requintado, digamos assim.
[kinky]Eu ás vezes gosto de lhe pegar, deitá-la na mesa e dizer em voz baixa "Patrícia vou-te abrir..."[/kinky]
Jesus... cura-te rapaz.
Quanto ao jogo... é bem engraçadito, para o que é.
Se eu tivesse o jogo, e andasse com jogos na bagageira do carro... também o tinha sempre lá (a não ser que o tirasse para jogar, pois na bagageira só dava para jogar 2. Talvez um Aton, que seria outro dos que também andariam sempre na bagageira, e aí sim, esse dava para jogar lá. Acho que acabei de bater o RAP com o maior parêntesis da história)
Sinceramente não é daqueles jogos que me apeteçam investir, no entanto parece uma boa opção para jogar com a minha malta cá de casa!
Já agora que raio é "Wealth of Nations"? É bom? Como é que vocês vão encontrar estes coelhos na cartola? Vá lá, contem-nos lá qual é a vossa fonte? :)
Sinceramente não conheço o jogo mas pelas imagens a produção até parece bastante aceitável.
Então e por aí o que dizem do Blackbeard e do Wealth of Nations?
O Wealth of nations é um jogo económico de pura especulação ;)
É um jogo bom, mas nunca a 6, pois com esse número o jogo arrasta-se por algumas décadas.
Quanto ao BlackBeard, ainda não experimentámos, mas as expectativas não são muito altas, devido à utilização constante dos dados :(
@Abruk
Olha que o jogo vale a pena. Quando tiveres oportunidade experimenta jogar :)
Não duvido que Patrician seja um bom jogo, o que quero dizer é que tenho outras prioridades neste momento :)
@Brainstorm, usas os dados mas não é nada desmedido, mesmo numa batalha rodas um dado e nada mais.
Têm de experimentar eu achei um bom jogo, muito temático mas precisa de uns jogos até ser bem jogado e para estarem memorizadas todas as acções que podemos fazer.
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