Eis também algumas reacções internas à consagração de Brass, sem dúvida, um peso pesado da nova ordem dos tabuleiros do mundo. Uma vez mais, parabéns Martin Wallace e Warfrog pelo magnífico trabalho que vêm conseguindo e pela forma indelével como têm marcado a cena dos jogos de tabuleiro por todo o mundo.
Comentários...
"Brass foi amor à primeira vista. Recordo que na ressaca de Essen e na ânsia de o experimentar, com as regras mal preparadas, fizemos um jogo onde o dinheiro sobrava... pensámos: "-Isto nem parece um Martin Wallace... " - como estávamos enganados, era um Wallace e daqueles ! (devia haver uma categoria no BGG estilo: "um Wallace")
Parece que a revolução industrial está a acontecer a cada segundo do jogo, tenso, cheio de decisões, de difícil gestão, onde o timing é tudo. Divirto-me muito nas duas horas do jogo. É óbvio que me irrito a jogá-lo mas, ao contrário de outros jogos, irrito-me comigo e não com o jogo, sei que se me falta um de dinheiro, ou um upgrade, ou se não consigo vender para um porto ou mercado só me posso culpar a mim, à minha capacidade de gestão, de liderança. Tento mudar de táctica. Erro. Recomeço. Desisto. Rejubilo com uma táctica infalível... Perco. Desisto. Sonho com o jogo. Tento algo completamente diferente...
Muito, muito bom.
O jogo do ano, sem dúvidas."
Nuno Sentieiro
"Reconhecer um belíssimo jogo, uma obra-prima, à primeira impressão, nem sempre é tarefa fácil. Diria mesmo que é quase impossível. Os jogos, todos sem excepção, têm de ser jogados para se perceber a sua dimensão real e saber extrapolar a sua dimensão espiritual, a sua alma.
Brass deixou-me, assim que o experimentei, com uma sensação algo eufórica em relação ao que tinha acabado de acontecer. Participar na experiência que foi jogá-lo, ainda que da primeira vez e com algumas coisas mal feitas, despertou imediatamente uma sensação de orgulho por ter assistido, in loco, à forma como tudo se amarrava naquele conjunto brilhante de mecânicas, tema, profundidade estratégica e tempo de jogo. Se o factor tempo/diversão de um jogo é a sua característica mais importante, e assumindo que é também o tempo o que de mais sério e bonito os humanos podem, aqui na Terra, gastar, Brass deixa a sensação de ter um desconto enorme. Um saldo de tempo que merece ser apreciado, sempre!
Como diria o poeta Vinicius, saravá Martin Wallace!
De sublinhar também, na minha opinião, aquele que foi o jogo mais bem produzido do ano, Utopia, um esforço que merece reconhecimento, e também Patricier, provavelmente o melhor filler de 2007."
Paulo Soledade
"Não tenho dúvidas que o Brass foi o jogo, dentro dos que saíram em 2007 e eu joguei, que mais me impressionou. O estilo de Martin Wallace não engana. O jogo historicamente faz todo o sentido, e quando se joga, sentimos realmente que estamos a provocar uma Revolução Industrial, isto quando não estamos a choramingar pelas cartas que nos vão calhando.
A criação das empresas, o utilizar os recursos de um qualquer jogador, só porque é o que está mais próximo de nós, o vender através dos portos de outros jogadores. Isto tudo num jogo simples.
É certo que nem sempre as coisas fazem sentido, como criar linhas de comboio, ou construir canais só porque sim. É também certo que o jogo apesar de simples, é de difícil aprendizagem, mas que quando se sabe o que se está a fazer é bonito de se jogar. As cartas que nos calham acabam por nos levar num certo sentido, e por isso todos os jogos acabam por ser diferentes, e claro, que no final serão sempre uma desculpa para não se ter ganho o jogo :D


6 comentário(s):
Lá está... a bela da escolha ;)
Agora é esperar por um 2008 tão bom como foi 2007 :D
Primeiro o Imperial, agora o Brass... O jogo que vocês premiarem por 2008 automaticamente vai entrar no shopping cart de uma futura compra minha...
Não há muito a dizer de uma escolha tão óbvia e consensual. Parabéns Martin por mais uma obra prima.
Para já contentamo-nos com o tempo...
@Breno
Obrigado pelo crédito :)
Espero que para o ano, pelo menos, apareça um tão bom quanto este Brass. No universo dos gamer's games é imprescindível.
Parabéns amigos pela continuidade da iniciativa!
Por Leiria tudo Rula! lol
Abraço
Carlos
Cá está o vencedor mais ou menos esperado. É de facto um grande jogo, voltar a elogiá-lo é redundante, por isso queria aproveitar para destacar uns quantos outros jogos que me surpreenderam neste ano de 2007:
- 1960: The Making of the President
- League of Six
- Age of Empires III
- In the Year of the Dragon
- e Hamburgum
Enviar um comentário