Com a semana a terminar é hora de apresentar mais um TOP5. Para comemorar, ou não, o dia 25 Abril que marca o início da vida democrática em Portugal, resolvi fazer um top sobre jogos políticos. Esta é uma categoria difícil de julgar, porque nem sempre os jogos que caem nesta categoria serão verdadeiros jogos políticos. Mas dentro de um espírito de coerência possível, lanço aqui o meu top dos jogos que no meu entender melhor encaixam nesta categoria.
1) 1960: The Making of the President - Este jogo é um verdadeiro jogo político assente numa mecãnica cada vez mais amada aqui no burgo, CDG (Card Driven Games). Simulando as eleições que colocaram frente a frente Kennedy e Nixon, este 1960 transpira tensão por todo o lado. É uma corrida às urnas fenomenal fazendo uso da influência dos Media, dos debates, dos Endorsements e de toda uma máquina política que o jogo simula muitíssimo bem.
2) Tribune: Primus Inter Pares - Outro grande jogo, onde os intervenientes vão jogando cartas na procura de controlar as muitas famílias que podem ou não, controlar o Senado Romano. Menos temático, mas igualmete elegante, Tribune é um Worker Placement Game" inventivo e viciante.
3) Die Macher - Este mítico desenho de Schmiel, o mesmo autor de Tribune, é um absoluto clássico. Um verdadeiro simulador político, cheio de tema. Infelizmente, a sua longa duração, de cerca de 5 horas, afasta-o das mesas mais meses do que devia. Também muitos desconfiam de alguma aleatoriedade incontrolável que pode afligir o jogo. Mas verdade seja dita, poucos têm o encanto e um carácter verdadeiramente político como Die Macher.
4) Kremlin - Este é mais um clássico no universo dos boardgames. Datando do mesmo ano que Die Macher, 1986, Kremlin é um jogo quase diametralmente oposto a este. Simulando a Alta política soviética nos corredores do Politeburo, Kremlin é um exercício de sobrevivência política à custa de traições, manipulações e influências. Um divertimento absoluto.
5) In the Shadow of the Emperor - Menos temático e bastante mais seco, ItSotE continua a ser para mim um dos jogos mais originais e criativos de sempre. Não sendo perfeito, é ainda assim uma experiência de jogo exigente e estimulante. Um Area Control imaginativo e difícil de dominar.



5 comentário(s):
Adoro o In the Shadow of the Emperor, já os outros 4 ainda não tive o prazer de jogá-los.
O In the shadoyw é um jogo muito bom, também acho.
Destaco o #1 Die Macher e o Kremlin - a idade não passa por eles.
Quanto a acrescentos, deixa-me meter o bedelho e o Liberté. Reclamar a liberdade no 25 de Abril é obrigatório. E que jogo para o fazer melhor que Liberté?! O espírito da revolução num jogo magnífico e, tematicamente, superior.
PS
Eu incluiria também o TS. É, para mim, um veradeiro jogo político e sobre políticas que durante décadas afetaram o mundo inteiro.
Eu nunca joguei Kremlin e não sou grande fã do 1960, mas gosto do Tribune e, principalmente, do Die Macher e do In the Shadow of the Emperor. Apoio a moção de incluir o Twilight Struggle. :)
Não sou muito fã do tema, mas já joguei quase todos.. hHAHahhahA...
O Tribune e o Die Macher são bons pra caramba (ambos estão no meu top 10 pessoal), e como bem disse o Soledade a idade não passa pro Die Macher..
Vou procurar jogar os dois que me faltam na lisa (o 1960 e o Kremlin), mas pelo jeito não posso mais falar que "política" não é um tema que eu goste... heheheh...
Abraços..
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