Vermelho : INDONESIA – Não me levem a mal, o jogo é brilhante, tem tudo: tema, mecânicas, originalidade … mas pura e simplesmente não resulta enquanto experiência de jogo. Muito demorado… acima de 3 horas, impossível de visualizar, um mapa lindo mas nada prático… um horror, um tédio… a pior experiência de jogo que tive nos últimos tempos… uma relação tempo-diversão muito má… não volta à mesa tão depressa…
Amarelo : VIA ROMANA – O jogo é simples, tem uma produção catita e resulta bem. Não tem nada de muito original ou inovador mas a primeira experiência foi positiva, resultado de um jogo fluído e rápido… o problema é se será só isso, se quando não for novidade continuará a apetecer jogá-lo… a ver vamos…
Verde : DYNASTIES – Que jogo este ! Um pequenino indie area-control para dois jogadores. Tenso, com um conjunto de mecânicas que resultam muito bem, com a duração exacta para exigir uma desforra… excelente. Assim como um filho do César e Cleópatra adoptado pelo El Grande… Recomendado !


22 comentário(s):
Sacrilégio! Sacrilégio! O sagrado nome do Indonésia foi ofendido! Empilhem a madeira e cheguem-lhe fogo, que é preciso castigar estes hereges! ;)
Subscrevo essas palavras sobre o Indonesia.
Tédio! Assim que o tabuleiro começou a ficar cheio de tokens, era ver a confusão... certamente que muitos escaparam à contagem.
Devo voltar a jogar Indonesia, assim que me esquecer da experiência... ou seja... lá para 2070... (que já devo estar com Alzheimer ou a servir de pasto)
Eu joguei ele apenas uma vez e gostei muito do jogo... Confesso que o tabuleiro realmente irrita quando está tomado de tokens, mas o jogo é bom...
Aqui temos um amigo que redesenhou o tabuleiro e postou no BGG, ficou "giro" como dizem.. hehehhehe...
taí o link para darem uma olhada: http://www.boardgamegeek.com/image/453124
Sobre os outros, fiquei muito interessado no Dynasties, um El Grande para 2 muito me agrada...
Abraços daqui... =)
Eu sempre fui um defensor do INDONÉSIA e quero continuar a sê-lo, mas tenho de concordar com o Nuno desta vez. Foi uma má experiência: demorado, imenso downtime e sobretudo uma confusão tamanha. O jogo é muitíssimo bom em tudo, menos na sua funcionabilidade e isso, para muita pena minha, tem de ser penalizado. Também foi o meu vermelho.
O meu amarelo vai para o BOLSÃO DE CRAQUES do amigo Cacá. O jogo é giro e tem piada, falta apenas limar umas arestas e fica um rico jogo. É difícil de perceber quando podemos jogar algumas cartas de evento e o joga podia ser um pouco mais curto. Mas gostei!
O meu verde é o VIA ROMANA. Um belíssimo filler. Não é muito demorado e é divertido de jogar, um TICKET TO RIDE com esteróides.
Eu também não gostei nada do Indonesia. Foi uma experiência muito má por causa da não funcionalidade do tabuleiro mas não só. A forma que temos de controlar os barcos que foram usados não é prática em parte alguma. É muito bagunçado, como dizem por aí também.
O Dynasties vale a pena jogar. É curtinho, tem estratégia e resulta como um dos melhores jogos para 2 jogadores que eu conheço. Muito bom mesmo.
O Via Romana foi uma boa surpresa. A estratégia está à vista, não tem surpresas, mas parece um bom jogo. Com alguma sorte, é verdade, mas um bom jogo.
De sublinhar o Bolsão de Craques do Cacá que, para quem gosta de bola, é sempre bom de jogar. Concordo com o Costa que algumas coisas poderiam ser revistas. Ficaram algumas dúvidas de regras que, Cacá, temos de ver isso contigo para esclarecer.
Tenho também de falar do Twilight Struggle só para dizer que foi uma experiência amarela. O jogo foi bem disputado até ao final (quase), com um bom ritmo mas, tem cartas que não fazem sentido. Eu não perdoo jogo nenhum euro que tenha uma carta ou uma acção ou um lançamento de dados que permita revolucionar o final de jogo ou desfazer duas horas de jogo. Em Twilight Struggle isso acontece com alguma frequência e desta vez não foi excepção. Não faz sentido procurar tanto equilíbrio para desfazer tudo com uma única carta (ou duas). Por isso, também não é perdoado. Não há excepção. A última vez que me lembro de ver isso foi com um joguinho de meio da tabela que se chama Mission Red Planet em que uma única carta, no final, valeu tipo 50% dos pontos do jogo ao vencedor (ou retirou 50% dos pontos, já não me recordo bem, também porque não mais voltei/voltarei a jogá-lo). A favor do Twilight Struggle joga o facto de ser mais interessante mas, não deve ser levado muito a sério.
PS
Subscrevo as palavras do Zorg.
Sacrilégio, sacrilégio.
O jogo é muito bom, castiguem os hereges.
Mas pronto nem tudo é mau, gosto bastante do semáforos originais. :)
O jogo é muito bom !
"o jogo é brilhante, tem tudo: tema, mecânicas, originalidade"
Mas a última experiência de jogo foi como passar numa qualquer rotunda e dar de caras com um cartaz gigantesco da Manela Ferreira Leite... simplesmente aterradora !
Indonesia vermelho? Arghhhh...
A quantidade de chits não me mete medo (fugiria de wargames de uma maneira...). E o mapa é perfeitamente legível após um primeiro jogo em que algumas fronteiras têm de ser esclarecidas.
Não volto é a jogá-lo com menos de 4 pessoas, senão o tempo de book-keeping fica absurdo comparativamente ao tempo que se passa a jogar.
O jogo é fantástico.
"O jogo é fantástico"
Tens razão, é!
Mas seria tão melhor se fosse funcional.
Eu não acho que seja assim tão pouco funcional como isso.
O mapa tem províncias com nomes um pouco difíceis de ler, mas isso não é muito grave porque a única altura em que é necessário lê-los é no início de cada era, quando se põem os tiles das companhias. Quanto ao resto, na fase final do jogo é preciso um pouco de cuidado na operação das companhias de produção (e esse processo é um bocado fiddly) mas também connosco nunca foi nada do outro mundo. Nunca tivemos uma má experiência com este jogo, antes pelo contrário: sempre que jogámos, toda a gente adorou.
É dos jogos mais interessantes e desconcertantes no bom sentido, que eu já joguei. O facto de se ter de manipular algumas peças pequenas, para mim é um pequeno preço a pagar pelo prazer de o jogar. :)
O jogo é bom, é verdade. A questão aqui prende-se com a falta de qualidade da sua jogabilidade e isso é evidente. Quer seja pelas permanentes dúvidas que surgem em relação ao tabuleiro (locais das companhias, locais das cidades, crescimento) quer também em relação à quantidade de coisinhas que ele tem de suportar (5 tokens de cada jogador na tabela de R&D, produtos espalhados por todo o lado, companhias espalhadas pelo tabuleiro). O jogo não é (não foi) funcional.
Quanto à qualidade de Indonesia enquanto objecto isolado de consolação lúdica :), ela está lá. Tem qualidade estratégico táctica para dar e vender. É do melhor que se encontra com tão poucas regras e simplicidade. Pena é mesmo esta disfunção indisfarçável.
Eu não gosto de confundir o semáforo com uma apreciação qualitativa do jogo. Ou seja, o semáforo reflecte uma experiência isolada de um jogo. Esse jogo pode ser bom ou mau. Normalmente, estas coisas não se dissociam pela raiz. Ou seja, uma boa experiência estará ligada a um bom jogo e o inverso também serve.
A questão aqui é que o Indonesia é um bom jogo que deu uma má experiência. A culpa também pode ter sido dos jogadores que estariam mais dispostos a um jogo mais lavadinho e não sabiam. Não entrando muito no aspecto qualitativo do jogo preciso de sublinhar o facto do Indonesia ser caro. Um jogo caro com tantas dificuldades de arrumação, orientação ou, na falta de uma expressão melhor, gestão de jogabilidade, não tem a mesma desculpa que um jogo de 10 euros. Simplesmente não tem!
PS
Muita se fala por aqui... Já não se pode por o Indonesia no vermelho e dispara tudo?
É vermelho sim senhor. Ainda tenho os olhos todos trocados por andar a ver linhas e produtos e cidades que mal se percebe onde estão. E depois é contar os tostões todos... além de que as moedinhas de 5 para pagar os transportes não chegam para os 2 últimos turnos. Tristeza... e isto num jogo que custa mais de 15€... um fiasco meus amigos, um FIASCO.
Agora... o jogo é bom? É sim senhor, muito bom. Simples nas regras e com muita profundidade estratégica. Agora tem ali muita merdinha (ou fiddly, se preferirem), com que os meus dedos de trolha não conseguem lidar. E não havia necessidade, é que não havia mesmo.
O verde da semana vai mesmo para o Twilight Struggle, e nem o joguei, só para verem como o jogo é MESMO BOM. Ah pois é... VERDE: TWILIGHT STRUGGLE.
Opa... gostei de saber que jogarão o Bolsão e eu não ganhei um "vermelho" por ele... hehehehhehe...
Mandem as dúvidas (e sugestões) para o meu e-mail por favor, quero muito ouvir a opinião de vocês...
mail: caca@lfreitas.net
Abraços do Brasil...
@ Soledade. Vermelho e azul dá roxo, pior que vermelho, que é aquilo, que me parece, gostarias de dar ao TS ;). O TS não depende de uma ou nem de duas cartas, nem de dados, depende sim de todas as cartas e de nenhum lançamento de dado :)(Ui! Olha?! Um dado :)))). E eu nem sequer sei jogá-lo bem :(. TS.... p'ra jogar no paraíso ou num qualquer mercado de Bagdade :D
Regressado de férias as minhas experiências de jogo resultam dos jogos que andei a semear antes pelos amigos que visitei! Uma boa questão para os vossos "5 jogos..."
Joguei duas deliciosas partidas de Puerto Rico na Alemanha´. Alemanha 0, Portugal 2, fora de casa e contra os alemães sabe sempre bem:)
Joguei na Eslovénia um "Princes of Florence" em estreia e gostei. Apesar da eternidade que foi o jogo, com cada um dos 5 jogadores a pensar demais...
Já cá, conseguimos, eu e a minha rainha, pôr o nosso puto a jogar o Zooloretto que comprei em saldo em Munique. Muito agradável. Jogar com os filhotes é como viajar com eles atrás: fazemos menos coisas, visitamos menos lugares, cansamo-nos mais; mas toda a vivência vale o dobro!
Boas jogas e felicidade para todos!
Bom regresso, fizeste falta no último encontro. A ver se não falhas o próximo :)
O Princes of Florence resulta muito bem a 5 jogadores. E não precisa demorar muito tempo. Já vais ver isso na próxima vez que jogares. É até um daqueles super jogos para tempo de jogo/diversão. Especialmente a 5.
Abraço e até àquela sexta feira do mês :)
Sacrilégio, claro!
Acho que estou tão ofendido como o dia em q o Benfica levou 5 do Olympiakos.
Mas concordo que ter de voltar os tiles sempre que se joga quebra a o ritmo de jogo. E eu por acaso sou muito esquisito com isso, gosto que um jogo tenha ritmo, mas no Indonesia, aquilo está tão bem pensado e desenvolvido que acaba por compensar a trabalheira. Eu só não o considero uma obra-prima por causa da bagunça.
Além disso tem um sistema económico que, na minha opinião, é o mais bem desenvolvido que vi num jogo de tabuleiro.
"Além disso tem um sistema económico que, na minha opinião, é o mais bem desenvolvido que vi num jogo de tabuleiro."
Concordo contigo. Só poria o Brass em primeiro. Acho-o ainda melhor, embora com características diferentes.
PS
Nossa, indonesia mal cotado? O que virá depois, Bang no top 10?
Como diria a Michelle: "Listen very carefully, I shall say this only once."
O Semáforo não é uma cotação do jogo, mas sim duma experiência. Para a próxima será melhor, de certeza.
Eu também não o colocaria no vermelho e sim no amarelo... mas não fui eu que fiz o semáforo. Como já foi dito aqui várias vezes... o jogo é BOM... a experiência é que nem por isso ;)
É, eu sei, foi só uma provocação mesmo, o indonesia realmente tem problemas sérios de produção, mas é um jogo fantástico, imperdível.
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