21/09/2009

Onexeno, crítica

O fim de semana dos fins de semana está à porta. Aquele grande fim de semana de Outubro que encerra a Messe Essen 2009. As escolhas estão acertadas e os lançamentos mais importantes deste negócio dos jogos novos vai de vento em popa. Milhares de títulos surgem anualmente e, como uma gota num oceano, nós tentamos juntá-los todos para averiguações. O último deste ano que experimentámos foi o insuspeito Onexeno. Na verdade ele está referenciado em 2008 mas, nós sabemos que, realmente, só saiu em 2009.
Este estranhíssimo jogo de cartas puzzle é uma novidade de 2009 e surge com vontade para fazer história. A originalidade está no dominó de cartas com quadrados que têm de ser jogadas por forma a conquistar pontos. As regras para o jogo simples são muito básicas, como o jogo. Temos uma grade imaginária de 5 por 5 cartas e, se houver um jogador a colocar uma quinta carta na mesa que faça um 5 em linha, ortogonal ou diagonal, recolhe essas cartas dessa linha e guarda-as para somar no final do jogo. As cartas estão numeradas e esses números são os pontos que valem.
A mecânica é simples. As regras são simples. O jogo parece reter aquele timing perfeito que nunca vai existir. Porque há o jogador que vai evitar sempre jogar a 4ª carta de uma qualquer linha ortogonal ou diagonal para o outro não pontuar. Porque depois de se pontuar, como as cartas são retiradas (as dessa linha) há como que um recomeçar o jogo, um reset pontual que volta a colocar a tónica na jogada da 4ª carta - a tal que ninguém vai querer jogar.
Esta simplificação do jogo é propositada. Estas são as regras base do jogo base. Onexeno vem com regras para solitário, dois ou três pares e também com uma variante canasta. Tudo isto pode ser visto e revisto no site http://www.onexeno.org/main.php
O filão dos jogos de cartas famosos está ainda para começar. Há já alguns, decerto, bons projectos, que tentam aparecer como a novidade das novidades. Permitam-me dizer que, se alguém surgir com a patente do jogo de 40 cartas de Ás a Rei, sem 8's, 9's e 10's, joga-se em equipas de 2 contra 2, há um trunfo e tem de se assistir, então, esse alguém que patenteou isso vai ganhar algum em Portugal. E vai ganhar porque o jogo é bom, original e simples. Juntam-se uns trocados e compra-se. Dá para 4 de cada vez.
Com Onexeno (lê-se One Zeno) a esperança de conseguir que isso aconteça esmaga-se logo no preço - cerca de 17 euros. A facilidade de o jogar esbarra com a perícia da malta da sueca que joga de caraças e que não passa sem a estratégia não modulada das cartas contadas. O puzzle de quadradinhos beijes é patetice de rico de cidade. Onexeno não tem de ser um mau jogo. Não é. Mas também não vai chegar ao tasco da esquina ou sequer à convenção mais próxima. Digo eu!

3 comentário(s):

Unknown disse...

O nome e a arte são bons...
O jogo não é a minha praia... mas há malucos (Knizias) para tudo...

Costa disse...

É engraçado e está bem produzido.
Parece-me original, mas é abstracto de mais para os meus gostos.

Ray Lauzzana disse...

This is Ray Lauzzana from Penrose Press. Thanks for the review of ONEXENO. Bu, you have the European price wrong. Its 13.50 euros, not 17.

We don't currently have distribution in Portugal. But, we sell them for even less in larger quantities.

Based on original Visionary template by Justin Tadlock
Visionary Reloaded theme by Blogger Templates

Visionary WordPress Theme by Justin Tadlock Powered by Blogger, state-of-the-art semantic personal publishing platform